Economia
Alagoano pode ter S�o Jo�o sem milho verde
DORGIVAL JUNIOR O tradicional consumo de comidas típicas à base de milho na época junina traz à tona um problema que vem deixando em alerta o mercado: a escassez na oferta do milho verde. Faltando menos de um mês para o início dos festejos, os consumidores e comerciantes estão preocupados com a possível falta do produto. Em maio do ano passado, vários comerciantes já estavam vendendo o milho verde em vários pontos da cidade. Este ano, a situação está sendo praticamente inversa. ?Quase não se vê milho para vender em grande quantidade. A oferta do produto está reduzida?, frisou José do Nascimento, aposentado. Segundo os comerciantes da Ceasa, onde o milho verde é vendido em grande escala, o produto vem surgindo de forma retraída para o período. ?Hoje, faltando menos de um mês para as festas juninas, quase não tivemos milho para vender. Um novo carregamento só deve chegar nesta segunda-feira?, destacou Everaldo da Costa, alegando que o milho vendido em Maceió, em sua maioria, é procedente de outros estados. A Ceasa é o termômetro do mercado e onde os comerciantes têm uma previsão de como está a oferta do produto. ?Vim para a Ceasa para comprar o milho. Percorri toda a área da central e não encontrei uma espiga sequer. O que tinha acabou logo cedo?, frisou a dona de casa Maria Lúcia da Silva, temendo o aumento do preço do milho com a proximidade das festividades juninas, já que a oferta está pequena. Além da Ceasa, o milho verde é encontrado, no período junino, em algumas praças de Maceió e nas feiras livres situadas na periferia da cidade. Como a oferta do produto ainda é escassa, o valor da mão de milho, com 50 espigas, ainda não está sendo divulgado já que o produto ainda não está sendo comercializado em larga escala diretamente ao consumidor. O sub-secretário estadual de Agricultura de Alagoas, Hibernon Cavalcante, informou que ?dificilmente haverá milho em quantidade necessária e capaz de atender à demanda do consumo da população?. Segundo ele, o valor do produto deve registrar alta, visto que apenas os agricultores que trabalham com a cultura irrigada tiveram capacidade de plantar o grão que é um dos mais cobiçados gêneros alimentícios nesta época do ano. Ele informou, ainda, que os produtores que não têm acesso à irrigação e que dependem das variações climáticas para plantar, não se arriscaram a perder suas sementes e optaram em esperar a chegada das chuvas.