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Macei� busca infra-estrutura para atrair turista

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FÁTIMA ALMEIDA Maceió é uma cidade hospitaleira. Os turistas que visitam Alagoas encontram na capital infra-estrutura de hotéis que serve de ponto de partida para roteiros que incluem passeios de barco, aventuras em praias exóticas, visita a centros históricos, alimentação em restaurantes típicos onde se experimenta a autêntica gastronomia alagoana. Mas tudo quase sempre fora dos limites do município. Da cidade mesmo, o que eles levam são as lembranças visuais de praias urbanas de cores e paisagens encantadoras, cartões-postais de folguedos e recantos não visitados e fotografias de monumentos históricos tiradas de dentro do ônibus, numa passagem rápida a caminho de algum lugar mais distante. Os roteiros traçados nos pacotes turísticos, no máximo, incluem um ou dois mirantes, às vezes um passeio de barco até as piscinas naturais da Pajuçara e, dependendo da disposição, uma passada rápida pelos bairros do Centro e Jaraguá ou pela entrada do Pontal da Barra, e lá se vai nosso ônibus, cheio de turistas, pegando a estrada para fora dos limites de Maceió. O presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado de Alagoas, Jailson Cabral, nega que os guias deixem, propositadamente, a capital alagoana fora dos pacotes oferecidos. Ele também não considera a cidade apenas um ponto de hospedagem para visitantes em trânsito que se dirigem a um ou outro atrativo fora de Maceió. Entretanto, lembra que a maioria dos turistas vem de centros urbanos, em busca de coisas diferentes. ?Geralmente, eles não gostam de ficar em praia urbana?, observa ele. Dificuldades Jailson destaca que os maiores atrativos do Estado estão mais distantes. ?Não tem como deixar de vender um pacote com passeio às praias do Litoral Norte, até o paraíso de Maragogi; não dá para ignorar a beleza de um passeio de barco à Praia do Gunga ou à Prainha, que fica no município de Marechal Deodoro? justifica. ?Mas sempre procuramos incluir também as belezas de Maceió?, garante ele. Esse city tour, admite o próprio guia, consome cerca de duas horas do tempo do turista. Não é mais que uma rápida passagem, antes de pegar o caminho das praias do Francês, Barra de São Miguel, Gunga, Paripueira, Barra de Santo Antônio ou Maragogi. ?Sempre paramos nos mirantes de Santa Terezinha e de São Gonçalo, mas não dá para estacionar em frente à Catedral, por exemplo. Mesmo quando paramos rapidamente em frente à Assembléia não dá nem para descer. Os turistas fotografam a fachada dos prédios, de dentro do ônibus mesmo. Tem o Teatro Deodoro, a Praça dos Martírios e o Mercado de Artesanato, com as mesmas dificuldades de estacionamento?, argumenta ele. Infra-estrutura A falta de local para estacionar os ônibus com turistas não é a única queixa dos guias em relação a Maceió. ?Imagine levarmos um grupo para uma praia urbana e os visitantes se depararem com ?línguas? de esgoto manchando a areia, poluindo as águas e colocando em risco a sua saúde. E não precisa ir para a Avenida. Na Ponta Verde o cara vê esgoto a céu aberto?, observa Jailson. E tem mais. Na opinião dele, uma melhor conservação dos prédios e praças públicas, com os guardas municipais funcionando no apoio da segurança e na prevenção contra a depredação e a concentração de marginais, aliado a um programa capaz de despertar o interesse dos turistas pelo patrimônio cultural e histórico da cidade e, evidentemente, condições de parada de ônibus, poderiam tornar um passeio como esse mais atrativo e demorado. Além do mais, Jailson reclama de uma vida noturna que poderia ser mais movimentada, capaz de tirar o turista do quarto do hotel, com shows e atrações reforçando espaços como a beira-mar e o próprio espaço de Jaraguá, belo, atrativo e hoje em processo de decadência.

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