Consumo
TAXA DE ENDIVIDAMENTO EM MACEIÓ É A 2ª MENOR DO NE E 6ª MENOR DO PAÍS
Pesquisa da FecomércioSP mostra que o valor médio das dívidas do maceioense no período foi de R$ 1.350, o segundo menor da região
O endividamento dos consumidores de Maceió encerrou o primeiro semestre deste ano com o segundo menor percentual entre as capitais nordestinas e o sexto menor do País, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (25), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com os dados, 65,5% dos consumidores da capital alagoana encerraram o semestre com dívidas. No Nordeste, a taxa só é maior do que os 52,1% de endividados de Teresina (PI).
O ranking com as maiores taxas de endividamento na região é liderado por Natal (RN), com 88,5%. Em seguida aparecem São Luís-MA (84,9%), Aracaju-SE (82,1%) e João Pessoa-PB (81,9%). Em nível nacional, o ranking é encabeçado por Rio Branco-AC, com 92%. Em seguida aparecem Curitiba-PR (91,1%), Natal-RN (88,5%), Boa Vista-RR (86,6%), São Luís-MA (84,9%) e Aracaju-SE (82,1%).
No lado oposto da tabela, a capital de Santa Catarina, Florianópolis, aparece com o menor percentual de endividamento, com 50,9%, seguida de Goiânia-GO (51%), Teresina-PI (52,1%), Belém-PA (63,3%), Vitória-ES (63,8%) e Maceió (65,5%). Segundo a FecomércioSP, a média nacional de endividamento no primeiro semestre foi de 71,4%. A pesquisa mostra ainda que o valor médio das dívidas do maceioense no período foi de R$ 1.350 - o segundo menor do Nordeste. Em valores absolutos, João Pessoa registrou o menor valor entre as capitais nordestinas, com R$ 945. Já o maior valor médio de endividamento foi registrado em Teresina, com R$ 2.300. A FecomérciosSP ressalta que apesar de as capitais com as maiores taxas de famílias endividadas não se concentrarem numa região específica do País, as características do endividamento são diferentes quando se analisa a localização geográfica. “A Região Sudeste, por exemplo, por ser a mais populosa, tem uma oferta de crédito proporcional ao seu tamanho. Além disso, a renda elevada também propicia mais segurança ao sistema financeiro. Nas regiões Norte e Nordeste, a oferta de crédito é menor, destacando-se, por sua vez, pelos empréstimos informais, feitos entre familiares ou por outros meios, o que também contribui para o aumento da inadimplência”, diz a entidade, em nota. Na avaliação da FecomercioSP, para que o crédito seja acessível à maioria da população de forma saudável, sem comprometimento da saúde financeira, é fundamental que o governo faça uma administração adequada das contas públicas, mediante reformas que permitam o controle efetivo de gastos, de modo a reduzir a pressão no sistema financeiro e, por consequência, o custo do dinheiro. “Como o governo é o maior tomador de crédito, os poucos recursos que sobram são muito disputados, e isso leva ao aumento dos juros, os quais elevam os custos das dívidas. Assim, o dinheiro, que seria destinado ao consumo, passa a ser direcionado ao setor financeiro”, defende.
VEJA O RANKING DE ENDIVIDAMENTO ENTRE AS CAPITAIS BRASILEIRAS:
Rio Branco 92% Curitiba 91,1% Natal 88,5% Boa Vista 86,6% São Luís 84,9% Aracaju 82,1% Belo Horizonte 82,1% João Pessoa 81,9% Recife 80,6% Porto Alegre 79,4% Fortaleza 75,9% Palmas 73,2% Macapá 73,1% Cuiabá 72,7% Rio de Janeiro 72,6% Porto Velho 71,3% Distrito Federal 69% Salvador 68,2% Manaus 67,9% Campo Grande 65% São Paulo 66,1%
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Maceió 65,5% Vitória 63,8% Belém 63,3% Teresinha 52,1% Goiânia 51,0% Florianópolis 50,9%
Fonte: FecomércioSP