Economia
Produtor de leite pede equipara��o de pre�os
PATRYCIA MONTEIRO Produtores de leite estão reunidos em Maceió na sétima edição do Proleite - um evento cuja programação envolve exibição de animais no Parque de Exposições José da Silva Nogueira e seminários, realizados no Sesi, nos quais se discute temas como novas tecnologias, oportunidades de negócios, bem como as dificuldades encontradas pelos criadores no desenvolvimento de suas atividades. No primeiro dia, técnicos do Embrapa abordaram novidades relativas à alimentação do gado e outros insumos produtivos e o deputado Leonardo Vilela, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento discutiu as perspectivas da exportação no setor. Limitados pela questão da febre aftosa, produtores do estado estão impedidos de comercializar tanto o leite quanto a carne alagoana para fora do país. Mas parte da produção local é vendida para os estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. Para extrapolar as fronteiras nacionais os empreendedores rurais precisam de um parecer definitivo do Ministério da Agricultura, atestando a boa qualidade dos seus produtos. Em contrapartida, o Ministério exige que o governo do Estado crie escritórios técnicos equipados em todos os municípios pecuaristas, para fazer o controle dos animais. De acordo com Álvaro Vasconcelos, presidente da Associação dos criadores de Gado, há poucos dias, os produtores se encontraram com o vice-governador, Luis Abílio de Souza, para pedir a criação dessas agências que visam dar mais agilidade aos pareceres técnicos necessários. ?O governo se comprometeu em estudar o caso, levando em consideração a questão da demanda do setor e os custos, mas ainda não estabeleceu prazos?, diz Vasconcelos. Na pauta de reivindicações dos produtores ainda há outra proposta que também está sendo discutida com o poder executivo de Alagoas, a de equiparação do preço do leite alagoano vendido para o Programa Fome Zero aos valores praticados em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Nesses estados o litro do leite pasteurizado tipo ?C? é repassado pelas indústrias por R$ 1,15 para o Ministério da Segurança Alimentar e, em Alagoas, o mesmo produto é vendido por R$ 0,95. Os produtores, por sua vez, também faturam menos com o produto. Ao invés de faturarem R$ 0,60, como os conterrâneos, ganham apenas R$ 0,53.