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Alagoano embarcar� com Lula rumo � China

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PATRYCIA MONTEIRO Embora não faça parte da comitiva empresarial formada pelos quatro estados que acompanharão Luiz Inácio Lula da Silva na próxima viagem à China, Alagoas pode dizer que terá pelo menos um representante nessa jornada rumo aos bons negócios. É o executivo Victor Wanderley Júnior, do grupo Tércio Wanderley. Ele representará o Sindicato da Indústria do Açúcar de Minas Gerais, do qual fazem parte as usinas Iturama, Campo Florido e Coruripe 2 ? que compõem o braço mineiro do conglomerado alagoano. Lula estará acompanhado de quatro governadores ? Aécio Neves, de Minas Gerais, Geraldo Alckmin, de São Paulo, Blairo Maggi, do Mato Grosso e Zeca do PT, do Mato Grosso do Sul -, e mais um grupo formado por 480 empresários. É a maior comitiva presidencial que o Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty já organizou. Tanto empenho não é ocasional. Com 1,3 bilhão de consumidores e caminhando para se tornar a segunda maior economia do planeta, a China é um grande mercado para os produtos brasileiros. Sem poder competir com os manufaturados da potência chinesa, as melhores oportunidades estão nos segmentos de alimentos, combustíveis e minérios. De acordo com os estudos técnicos contratados pelo governo federal, no ramo alimentício os chineses têm interesse por produtos primários, como grãos, e por beneficiados, como o açúcar. Por ser renovável e não poluente, o álcool também tem boa receptividade. ?Mas, nesse primeiro contato não pretendemos fechar nenhum negócio?, diz Victor Wanderley. ?Embarcaremos apenas para fazer um contato inicial em que conheceremos melhor o mercado chinês e suas demandas?, completa. Segundo Wanderley, até junho outras viagens estão previstas. Só a partir de um segundo encontro é que se darão os primeiros acertos comerciais entre os dois países. ?De Alagoas, é possível que exportemos o açúcar demerara VHP. Pois o álcool produzido no Estado está comprometido com os mercados da Coréia e do Japão, além do mercado local?, explica. Para Wanderley, as viagens realizadas pelo presidente têm facilitado muito a conquista de novos mercados para os brasileiros. Entretanto, em um país com as características da China o desembarque de um presidente junto com uma comitiva empresarial ganha contornos diferentes. ?É um país comunista, com uma recente abertura de mercado, a figura do Estado como mediador comercial se torna muito importante?, afirma. Em Xangai, tanto Minas Gerais, quanto São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão escritórios comerciais no mesmo local onde funcionará a filial chinesa da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). ?Seria interessante Alagoas ter seu representante lá?, sugere o executivo.

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