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Rendimentos

UM TERÇO DA POPULAÇÃO VIVE SEM RENDA DE TRABALHO EM ALAGOAS

Ao todo, são 1.107 milhão de alagoanos que vivem de aposentadoria, pensão, aluguel ou outros rendimentos, como benefícios sociais

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O número de alagoanos que vivem de aposentadoria ou pensão caiu de 414 mil para 403 mil
O número de alagoanos que vivem de aposentadoria ou pensão caiu de 414 mil para 403 mil -

De cada três alagoanos, um vive sem renda do trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, são 1.107 milhão de alagoanos que vivem de aposentadoria, pensão, aluguel ou outros rendimentos, como benefícios sociais. De 2019 para 2020, esse contingente aumentou 26,9%. Em todo o Brasil são 59,7 milhões nessa condição. Um aumento de 20%.

De acordo com os números, foi justamente o item outros rendimentos que mais apresentou alta no número de integrantes, saindo de 383 mil em 2019 para 658 mil em 2020, alta de 71,8%. Nesse item o IBGE engloba também rendimento de bolsa de estudo ou programa educacional; caderneta de poupança; aplicações financeiras; complementação ou suplementação de aposentadoria paga por entidades seguradoras ou fundos de pensão; pensão paga por caixa de assistência social, entidade seguradora ou fundo de pensão, na qualidade de beneficiária de outra pessoa; programa social privado; parceria; direitos autorais; exploração de patentes etc.

Nas outras categorias listadas como outras fontes de rendimento houve queda em 2020 frente 2019. O número de alagoanos que vivem de aposentadoria ou pensão caiu de 414 mil para 403 mil. Os que viviam de aluguel recuaram de 19 mil para 18 mil, e os que vivem de mesada ou doações saíram de 98 mil para 54 mil. De acordo com o IBGE, os alagoanos que tinham renda alheia ao trabalho como única fonte de sustento auferiram rendimento médio de R$ 983 em 2020. Mas esse valor muda de acordo com o tipo de fonte da renda. Os alagoanos que viviam de outro rendimento, como programas sociais, tiveram rendimento médio em 2020 de R$ 641, em 2019 esse mesmo grupo teve rendimento médio de R$ 390. O Auxílio Emergencial pago pelo governo federal entra nesse cálculo. Para se ter uma ideia do impacto dos programas sociais durante a pandemia, o número de alagoanos que recebem algum benefício, sem considerar o Bolsa-Família e o Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), saltou de seis mil em 2019 para 385 mil em 2020. Em todo o Brasil, a proporção de domicílios em que há pessoas recebendo outros programas sociais cresceu de 0,7%, em 2019, para 23,7% em 2020. Esse aumento é explicado pelo pagamento do Auxílio Emergencial, benefício criado no ano passado para diminuir os impactos socioeconômicos da pandemia de Covid-19 entre os trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

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