Acordo
MUTIRÃO DE RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS COM O BB SUPERA EXPECTATIVAS EM AL
Acordo para resolver as pendências com a instituição gerou até pagamento de cerca de R$ 34 milhões
Na reta final do mutirão de renegociação de dívidas, Alagoas superou a meta prevista em mais de 30% somente na primeira semana de renegociação. A oportunidade de resolver o débito contraído com a instituição financeira – que começou no dia 6 de dezembro e segue até o dia 17 – gerou até agora intermediação para pagamento de cerca de R$ 34 milhões. Os produtores rurais que estão endividados recebem uma atenção especial do banco.
Após pedido do senador Collor (PROS) ao presidente Jair Bolsonaro, o Conselho Administrativo do Banco do Brasil aprovou a realização do mutirão presencial para renegociação de dívidas dos produtores rurais de Alagoas, que representa parte do público beneficiado com facilidades para regularização.
“Até aqui a nossa avaliação é muito positiva, a procura está sendo bastante grande por pessoas que querem regularizar as dívidas, tanto da pessoa física, da pessoa jurídica e do produtor rural também. A gente tinha uma expectativa de regularização, mas a gente já superou já na primeira semana de mutirão além de 30% para o que estávamos prevendo para o mutirão todo”, explica o superintendente do Banco do Brasil em Alagoas, Rafael Alessi.
A previsão inicial de regularização de dívidas em atraso na primeira semana era de cerca de R$ 25 milhões, previsto para todo o mutirão, mas já foram renegociados aproximadamente R$ 34 milhões. “Desconto maiores são para dívidas mais antigas, que já têm incorporado saldo grande de juro. O recado é não deixar para depois a renegociação, mesmo com desconto maior já que tem acúmulo de dívidas. Lembrando que acaba dia 17”, acrescenta o superintendente.
O drama dos agricultores alagoanos – endividados, situação agravada pela seca e efeitos da pandemia do novo coronavírus, que provocou o leilão de bens de muitos deles para pagar a dívida – levou o senador Collor a recorrer ao presidente Bolsonaro que determinou condições mais acessíveis com descontos de até 95% e parcelamento da dívida em 100 meses.