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Buracos prejudicam a rodovia do turismo

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DORGIVAL JUNIOR O principal corredor de transporte dos municípios do litoral norte de Alagoas e que interliga nove municípios da região apresenta um longo trecho em boas condições de tráfego, apesar de a rodovia ter pequenas áreas onde a má qualidade da pista acarreta uma série de transtornos aos condutores de veículos. Nestas localidades, os motoristas são obrigados a fazer manobras radicais para evitar acidentes. A via, que liga a capital do Estado a Maragogi tem aproximadamente 130 km de extensão sendo formada pelas AL-105 e 101-Norte. A rodovia é usada como a principal via de escoamento da produção agrícola dos municípios da região e onde é efetuado o transporte de cargas entre os estados de Pernambuco e de Alagoas. Percorrendo o trecho de Maceió até a divisa com o Estado de Pernambuco, no município de Maragogi, os motoristas começam a encontrar os primeiros buracos no trecho da AL que atravessa a zona urbana da cidade de Paripueira, onde os constantes deslizamentos de barreiras acabam prejudicando também o trafego dos veículos. O mesmo problema é evidenciado próximo à cidade de Barra de Santo Antônio, onde pequenos buracos acabam pegando de surpresa os condutores de veículos que vêm circulando por uma via sem grandes problemas de estrutura e com boa sinalização. Situação comum aos trechos que atravessam as zonas urbanas dos municípios, os buracos voltam a aparecer em Matriz do Camaragibe, onde a presença constante de pedestres na rodovia e as más condições dos acostamentos exigem do condutor uma atenção redobrada. ?A gente tem que ficar atento. Tem muita gente na pista e ela acaba ficando estreita para o tráfego dos veículos nos dois sentidos. Qualquer descuido pode provocar um acidente, além de ser um trecho onde há uma curva até certo ponto perigosa?, destacou a funcionária pública Geane Costa. No percurso entre Maceió e o município de Maragogi, o trecho em pior condições encontra-se entre Matriz do Camaragibe e Porto Calvo, na AL-105. A área próxima ao Km 40 exige dos motoristas atenção redobrada, principalmente à noite, já que os buracos encontram-se espalhados por um longo trecho da rodovia. ?Este trecho é perigoso para todo mundo. A gente vê os carros fazendo inúmeras manobras para desviar dos buracos. À noite, ficamos muito mais apreensivo com a perspectiva de acidente?, frisou o trabalhador rural sem-terra, José da Silva, que encontra-se acampado na margem da rodovia próximo à área onde estão os buracos. Ainda neste trecho foram encontradas máquinas paradas e que estavam sendo utilizadas para tapar os buracos. Parte dos buracos estão situados em uma ladeira e próximo a uma curva, o que acaba tirando a visão dos condutores dos veículos, aumentando o risco de acidente. ?Quando trafegamos por este trecho temos que reduzir a velocidade para evitar acidentes. Mesmo tomando todas as medidas necessárias acabei caindo num destes buracos. O local é extremamente perigoso?, frisou o representante de vendas Antônio Gustavo, que trafega regularmente pela rodovia vindo de Recife para Maceió. O restante da estrada até as cidades de Japaratinga e Maragogi pelas rodovias AL-465 e 101-Norte, encontra-se em boas condições de trafego. DER O diretor do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Aércio Mendonça, informou que o órgão vem trabalhando ao longo de toda a rodovia, dando uma atenção especial ao trecho situado entre as cidades de Matriz do Camaragibe e Porto Calvo. ?É um trecho crítico e nós estamos dando um novo redimensionamento nele. A rodovia é antiga e durante o processo de recuperação efetuado há alguns anos, somente os pontos mais críticos é que foram revistos?, frisou ele. O diretor do DER esclareceu ainda que o principal problema que afeta as condições das rodovias é o excesso de peso dos veículos, em especial dos caminhões que são responsáveis pelo escoamento da produção da safra de cana-de-açúcar. Ele informou ainda que a operação tapa-buraco vem sendo efetuada ao longo de toda rodovia. ?Estamos também executando a operação de drenagem de toda a área mais crítica evitando o surgimento de nascentes que venham a causar danos à pista de rolamento, e colocando lama asfáltica no trecho?, ressaltou Aércio Mendonça, destacando que todo o trabalho da operação tapa-buraco deve ser concluído no prazo de 30 dias. Três empresas especializadas também foram contratadas para realizar o trabalho de sinalização de toda a rodovia, desde o município de Barra de Santo Antônio até a divisa com Pernambuco, em Maragogi.

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