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Pre�o do fumo sobe e reanima produtores

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PATRYCIA MONTEIRO Obedecendo à lei da oferta e da procura, o fumo escuro teve elevação de seu preço no mercado interno e os produtores de Arapiraca (126 Km de Maceió) vão aumentar a sua produção para atender à demanda nacional. Estima-se que dos 6 mil hectares dedicados ao cultivo do produto no ano passado, o número de área duplique este ano e chegue a 12 mil hectares plantados na próxima safra que começa no fim de junho. Desde 2000, quando começou a crise na produção alagoana, os valores negociados no mercado brasileiro vinham baixando e chegaram ao patamar de R$ 1,50 o preço do quilo. ?Com a redução, os agricultores passaram a buscar outras culturas, como as de milho e mandioca?, diz Adailson Barbosa, produtor e presidente do Sindicato de Produtores de Fumo de Alagoas. Com a diminuição do estoque do produto no Estado, o fumo foi aumentando seu preço gradualmente até poder ser negociado por R$ 12 o quilo na atualidade. De acordo com Adailson Barbosa, a queda de preço de quatro anos atrás refletiu no volume de produção do município fazendo com que de 25 milhões de quilos colhidos a produção fosse caindo para 8 milhões em 2003. Segundo Hibernon Cavalcante, secretário-adjunto de Agricultura de Alagoas, o aumento de preços recente é artificial e não deve resistir à próxima safra. ?Em 1999, havia sinais de excesso de produção em Arapiraca?, analisa. Por isso, o preço caiu. ?Com esse novo aumento na produção, a tendência é que o preço do produto seja depreciado novamente e o fumo seja comercializado por cerca R$ 3?, estima. Para o secretário-adjunto, os produtores conseguiriam manter um bom patamar de preços se controlassem tanto o volume de produção como seus estoques. Conhecida como a capital brasileira do fumo, por ter a maior plantação contínua do País, a produção de Arapiraca é consumida em todo o Brasil. Mas no município também são comercializados o fumo claro, voltado para as grandes indústrias fabricantes de cigarros, e o fumo tipo exportação, em forma de folhas, que é comercializado sobretudo para a Espanha. Esses dois tipos representam apenas 10% da produção total. ?Mas é preciso investir mais na pesquisa, no financiamento e na assistência técnica para que a produção de Arapiraca possa melhorar de qualidade, entrar em novas frentes comerciais e sair da crise?, diz o agrônomo Marcos Antônio de Oliveira, da Secretaria de Agricultura. Além da finalidade tabagista, o fumo pode ser usado como defensivo agrícola, por exemplo. Mas sem ter investimentos há mais de 15 anos e com a Empresa de Pesquisa de Alagoas da região desativada, os produtores ficarão sujeitos às flutuações de mercado.

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