Economia
Infla��o tem alta, diz IBGE
A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) atingiu 0,54% em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa desde fevereiro, quando ficou em 0,90%. Em abril, a inflação ficou em 0,21%; em março, em 0,40%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,76%. A taxa acumulada em 12 meses recuou de 5,33% até abril para 5,01% até maio. O reajuste dos remédios ? que subiram 4,26% no mês e acumulam alta de 6,25% no ano ? foi a principal causa da aceleração da inflação em maio. A energia elétrica também puxou a inflação para cima, com alta de 1,88%. Outra influência foi dos artigos de vestuário, cuja alta foi de 1,47%, devido à entrada da coleção de outono-inverno. De outro lado, os alimentos tiveram queda de 0,10% e a gasolina de 0,31%, após registrarem queda de 0,17% e 2,07% no mês anterior. Entre as 11 áreas pesquisadas, a maior inflação foi apurada em Curitiba (1,39%). Belém registrou a menor taxa, de 0,23%. O Rio teve inflação de 0,37%. Em São Paulo, a taxa foi de 0,24%. O IPCA-15 é um indicador que antecipa a tendência da inflação oficial - o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA ? utilizado como parâmetro para as metas de inflação do governo ? se difere do IPCA-15 somente no que diz respeito ao período de coleta dos preços. Enquanto o IPCA é calculado com base em preços apurados durante todo o mês de referência, o IPCA-15 tem seus preços coletados entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência. Os dois índices se referem às famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrangem as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.