Alimentos
PREÇOS DOS PESCADOS SEGUEM ESTÁVEIS NA CAPITAL ALAGOANA
.
Com a alta da inflação, comprar carne vermelha e frango tem se tornado cada vez mais difícil. Com o preço nas alturas, os consumidores estão optando por comprar pescado e os pescadores, que também vendem, continuam vendendo camarão e peixes com os preços estáveis e acessíveis.
O líder comunitário dos moradores da lagoa Mundaú e pescador Evanildo do Amor Divino, conhecido como “Baiano”, conta que tem vendido o peixe pelo mesmo valor praticado antes do boom da pandemia. “Não aumentei o preço. Continuamos com nossa rotina de pesca e venda, para sobreviver. O preço do pescado depende muito, mas varia entre R$ 15 a R$ 25”.
Questionado se o número de pescadores cresceu em decorrência do cenário econômico, Baiano disse que “não há estatística sobre isso. Os pescadores da lagoa são os mesmos, e já antigos”.
Petrúcio Ferreira da Silva, de 61 anos, que pesca há 55 anos conta que tem 6 meses que não pesca e, atualmente, sobrevive da aposentadoria. “A lagoa precisa passar por desassoreamento e está precisando ser dragada, estamos sem peixe. O único que fez a dragagem, quando foi governador, foi o Fernando Collor. Hoje, os pescadores sofrem de períodos em períodos. Ainda temos sururu e camarão na lagoa, mas depois também some”.
O pescador conta que, normalmente, pesca Carapeba, Robalo e Curimã. “Os pescadores vendem no preço normal, porém, quem compra já revende pelo dobro do preço, por exemplo. Estamos na época do camarão de barba roxa tá sendo vendido por R$ 25, o quilo. Claro que mais barato que o quilo da carne vermelha”.
Atualmente, o quilo da carne mais barata sai aproximadamente por R$ 40. Devido a alta inflação, os consumidores têm optado por pescados, embutidos e ovos.