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ALAGOAS TEM A PIOR INTERNET DO NORDESTE E A 5ª DO BRASIL
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Alagoas tem a pior internet banda larga do Nordeste e a quinta pior do Brasil, segundo o Mapa de Qualidade da Internet, que é uma plataforma conduzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao CGI (Comitê Gestor da Internet). De acordo com os dados, a velocidade média de download em Alagoas é 15,3 Mbit/s.
Em Alagoas, o mapa aponta que Flexeiras tem a velocidade mais rápida de download, com 95,74 Mbit/s, seguido por Coité do Nóia com 71,48 Mbit/s e fechando o ranking está Pilar, com 68,07 Mbit/s. Já a conexão mais lenta de Alagoas é em Jundiá, com 1,35 Mbit/s, seguido por Quebrangulo, com 1,48 Mbit/s. Em Maceió, a velocidade da conexão é de 33,8 Mbit/s.
No Distrito Federal, que ocupa a primeira colocação, a velocidade de download é de 63 Mbps por segundo, ante 6,6 Mbps no Amazonas, uma diferença de quase 10 vezes. Ao portal de notícias UOL, Gabriela Marin, analista de projetos do NIC.br, explicou que a região Norte sofre com a baixa qualidade da internet por fatores demográficos e geográficos. Ela explica que, em comparação com outras regiões, Amazonas, Tocantins, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará apresentam uma baixa densidade demográfica, o que impacta o lucro dos provedores que oferecem o serviço na região.
“O relevo, por um lado, aumenta os custos de operação para implantar tecnologias de acesso de melhor qualidade, por exemplo, a fibra. Como consequência, ainda hoje diversas áreas no Norte só conseguem acessar a internet via satélite, uma tecnologia que, devido a suas características intrínsecas, oferece uma qualidade de Internet inferior”, analisa.
Na comparação com outros países, a velocidade e os demais índices medidos no Mapa estão dentro da média dos países da OCDE - em torno de 40 Mbps - o que nos colocaria próximo dos valores de Colômbia e México, por exemplo, como aponta o analista da NIC.br.
O Mapa de Qualidade da Internet reuniu dados de navegação de internautas de todo o país em um período dos seis últimos meses, coletados diariamente com medições feitas pelo SIMET. O estudo segue recebendo atualizações, inclusive, com a contribuição voluntária de pessoas que acessam a plataforma. “Quem navega pelo mapa também pode contribuir ao medir sua própria Internet. As informações são incorporadas de forma anônima e automaticamente pela ferramenta” explica Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.
Kashiwakura acredita que o Mapa pode ajudar gestores políticos e empresas prestadoras de serviços de internet no país a desenvolver ações de melhorias no futuro.
Confira o ranking:
1 - Distrito Federal;
2 - São Paulo;
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3 - Rio de Janeiro;
4 - Santa Catarina;
5 - Rio Grande do Sul;
6 - Paraná;
7 - Espírito Santo;
8 - Minas Gerais;
9 - Goiás;
10 - Paraíba;
11 - Rio Grande do Norte;
12 - Pernambuco;
13 - Ceará;
14 - Mato Grosso do Sul;
15 - Rondônia;
16 - Mato Grosso;
17 - Sergipe;
18 - Piauí;
19 - Bahia;
20 - Pará;
21 - Maranhão;
22 - Tocantins;
23 - Alagoas;
24 - Amapá;
25 - Acre;
26 - Roraima;
27 - Amazonas.