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Com Botic�rio e Motor�via, nada garantido

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PATRYCIA MONTEIRO Da assinatura de protocolo até a concretização de um projeto, leva-se tempo, e o tempo pode transformar as intenções iniciais dos investidores, fazendo com que mudem os rumos de seus capitais. De acordo com o secretário executivo de Indústria, Comércio e Serviços, Geminiano Jurema, um protocolo de intenções assinado entre empresas e o governo ?é um documento onde ambas as partes envolvidas na negociação se comprometem a avaliar seus parâmetros de habilidades?. Ou seja, tanto o Estado quanto o investidor se comprometem a analisar a contrapartida de cada um até entrarem em consenso sobre a viabilidade de um projeto. Apesar disso, muitos investimentos anunciados pelos representantes do governo do Estado estão longe de serem concretizados em Alagoas. É o caso da fabricante de cosméticos Boticário. Ao contrário do que foi anunciado pela Secretaria da Fazenda em janeiro deste ano, a empresa não vai construir uma unidade fabril em Alagoas. No máximo, o que pode acontecer ? e isso também foi anunciado ? é a construção de um centro de distribuição que vai facilitar a comercialização dos produtos da empresa nas franquias das regiões Norte e Nordeste. Após ter observado o mesmo anúncio de investimento, inclusive na imprensa de Pernambuco, a direção do Boticário tem mantido reservas para falar sobre a notícia e apenas se restringiu a divulgar, em um comunicado aos jornalistas, que outros protocolos de intenção foram assinados com Pernambuco e Ceará, e que a empresa está na fase de ?estudo preliminar de viabilidade?. Na nota, o Boticário afirma que seu projeto futuro depende de negociação junto ao Banco do Nordeste para um empréstimo de Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. ?Além disso, o projeto contempla a construção ? em etapas ? de uma Central de Distribuição, de uma nova fábrica e de um Centro de Pesquisas, que podem ser instalados em cidades distintas?, diz a empresa textualmente. Devido à guerra fiscal instaurada entre os estados, outro projeto que pode não vir para Alagoas é o da Motorávia, fabricante de aviões de pequeno porte de Portugal. Segundo João Folgado, presidente da empresa, há a intenção de montar uma filial no Brasil. ?Em princípio Alagoas, mas São Paulo e Goiás são outras hipóteses?, diz. Vale ressaltar que a mesma fábrica teve anúncio de investimentos por parte da Prefeitura de Montes Claros, em Minas Gerais. De acordo com Mônica Taranto Brant, da Secretaria de Indústria do município mineiro, o projeto só tem esbarrado na requisição da empresa quanto ao terreno escolhido, que pertence à Infraero. Sem pouso certo, João Folgado apenas confirma que aceita todos os incentivos fiscais que lhe forem oferecidos e que investirá US$ 30 milhões e gerará 50 empregos.

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