Economia
Minority e Quacker fazem investimentos no Estado
Por que Alagoas? Questionamos Marcelo W. Chung, diretor-adjunto da Minority, empresa de fomento tecnológico sediada em São Paulo. E, com uma pergunta, ele respondeu: ?E por que não Alagoas??. Dizendo-se cansado de rebater essa dúvida freqüente, o executivo mezzo coreano mezzo paulistano enumera as vantagens competitivas do Estado e confirma seus investimentos aqui. ?Alagoas está próxima da Europa e dos Estados Unidos e tem um porto, situado na capital, que vai facilitar a importação dos produtos tecnológicos que vamos trazer da Coréia quando estivermos em operação?, afirma. Na próxima semana, o executivo virá a Maceió para definir junto à Secretaria de Indústria e Comércio de Alagoas o local onde será construído o futuro Centro de Tecnologia da Informação (CTI), no qual, diz ele, serão investidos US$ 100 milhões. A Minority assinou protocolo de intenção com o governo do Estado em maio passado e, se tudo correr bem, começará a erguer o prédio ? em seis meses ? onde estarão reunidas as duzentas empresas incubadas, gerenciadas por professores universitários, que atuarão nas áreas de Internet, telecomunicações e tecnologia. ?Nosso objetivo é ter dez centros de pesquisas no País, sendo que três deles estarão no Nordeste?, diz W. Chung, confirmando presença também em Natal (RN), mas aguardando a contrapartida de outro Estado da região. Ao que tudo indica, em um ano e meio a Minority estará a pleno vapor. Com a mesma convicção, a americana Quacker se radicou em União dos Palmares quando aderiu ao Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado (Prodesin). A multinacional do setor de alimentos, detentora das marcas Coqueiro e Toddy, montou uma fábrica de Toddynho, onde investiu R$ 8 milhões e gerou cerca de 100 empregos ? segundo dados divulgados pelo governo na época. Atualmente, a companhia vai ampliar sua linha de produção, e novas obras de expansão da planta foram iniciadas, segundo o secretário Geminiano Jurema.