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Malha ferrovi�ria ter� investimentos de R$ 42 mi

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PATRYCIA MONTEIRO Dois anos depois de conquistar a concessão do transporte ferroviário de cargas na região Nordeste, em 1998, a Companhia Ferroviária Nordestina (CFN) sofreu um revés que comprometeu um terço de sua receita na época. As chuvas de 2000 destruíram o trecho que ligava os estados de Alagoas e Pernambuco, impedindo que a empresa recém-criada deixasse de atender os clientes alagoanos. Para colocar seus negócios nos trilhos, a CFN foi à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tentar levantar recursos para recuperar toda a malha ferroviária que se estende desde o Recife até o município de Rio Largo. Após quatro anos de incertezas, por causa do fim da instituição, a empresa recebeu recentemente a confirmação da liberação dos R$ 42 milhões solicitados para reconstrução do trecho. ?Aumentamos o capital da empresa através do Finor (Fundo de Investimento do Nordeste)?, diz Jorge Mello, diretor-administrativo e financeiro da CFN. ?Atualmente, estamos formando um processo de concorrência para definir qual vai ser a empreiteira que vai tocar a obra que deve levar um ano e meio para ser concluída?, informa. Com a ausência da CFN em Alagoas, os principais clientes da empresa passaram a transportar sua produção utilizando os veículos rodoviários. Para reconquistar esses clientes, Jorge Mello acha que não enfrentará grandes dificuldades. ?O serviço ferroviário tem a seu favor a confiabilidade e a regularidade, pois é menos sujeito a variações climáticas e também é o menos exposto a roubos?, argumenta. Desde que adquiriu a malha ferroviária da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), a CFN investiu com capital próprio cerca de R$ 50 milhões em infra-estrutura e na aquisição de novas locomotivas que cruzam os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas até o Município de Propriá, no Estado de Sergipe. A empresa é controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do Grupo Vicunha, e pela Taquari Participações, que tem como sócios as famílias Steinbruch e Rabinovich. A CFN presta serviço para 50 clientes, entre eles, a Companhia Vale do Rio Doce e o Grupo Votorantim, transportando combustíveis, commodities e insumos de uma forma geral. Embora não registre lucro em suas operações, já que nos primeiros anos de atividade teve de investir em infra-estrutura, a CFN faturou R$ 36 milhões em 2003. A empresa emprega cerca de 700 funcionários. Apesar de não estar atuando efetivamente no Estado, por enquanto, o quadro de pessoal foi mantido em Alagoas. ?Alguns funcionários foram remanejados, mas outros continuaram trabalhando na manutenção?, garante Jorge Mello.

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