Crédito
FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS CRESCE 95,6% E MOVIMENTA QUASE R$ 1 BI
Em Alagoas, o mês em que mais foram contabilizados financiamentos foi julho, com 695 unidades negociadas, segundo associação
Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança aumentaram 95,6% em Alagoas no ano passado, na comparação com 2020, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foram 4.943 unidades financiadas em 2021, ante 2.526 em 2020. Um média de 13 unidades financiadas por dia.
Os números mostram ainda que os recursos movimentados nesses financiamentos também avançaram. Saindo de R$ 678.565.208 em 2020 para R$ 995.785.841 em 2021, alta de 46,7%. De acordo com a Abecip, a Caixa Econômica Federal responde por 53% dos recursos financiados em todo o país.
Em Alagoas, o mês em que mais foram contabilizados financiamentos foi julho, com 695 unidades negociadas e um montante de pouco mais de R$ 106 milhões. O mês com menos unidades financiadas foi fevereiro, com 240 unidades.
Em todo o Brasil, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança encerraram dezembro com volume de R$ 16,75 bilhões, com leve recuo de 0,4% em relação a novembro e de 4,1% na comparação com igual mês de 2020. No ano de 2021, os financiamentos imobiliários somaram R$ 205,4 bilhões, avanço de 65,7% em relação a 2020, atingindo novo recorde histórico em termos anuais.
O número de unidades financiadas também revelou um pequeno ajuste em dezembro de 2021, com financiamentos de 64,8 mil imóveis nas modalidades de aquisição e construção, resultado 3,6% menor ao de novembro. Comparado a dezembro de 2020, no entanto, observou-se alta de 15,8%. Em 2021 foram financiados, com recursos da poupança, 866,33 mil imóveis, resultado 103% superior ao do ano anterior.
A poupança SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] encerrou dezembro com captação líquida positiva de R$ 6,1 bilhões, entretanto, observado todo o ano passado, o resultado foi negativo em R$ 34,8 bilhões. A captação das cadernetas do SBPE foi positiva em apenas quatro meses de 2021.
Cabe notar que num ano de desemprego elevado, em que muitas famílias precisaram sacar suas reservas acumuladas, a saída de recursos das cadernetas correspondeu, aproximadamente, a apenas uma quarta parte dos ingressos líquidos de 2020, de R$ 125 bilhões.
Os saques de recursos da poupança em 2021 podem ser atribuídos aos efeitos da pandemia sobre a atividade econômica, em que além do desemprego elevado houve queda da renda da população. Em 2021, esses efeitos foram ampliados pelo avanço da inflação para a casa dos dois dígitos, bem como do aperto da política monetária e da alta de juros. Adicionalmente, a alta das cotações do petróleo no mercado global, combinada com a desvalorização cambial, agravou os demais custos da economia.
A captação líquida negativa ao longo do ano foi parcialmente amortecida pelo crédito dos rendimentos, de tal sorte que os saldos das cadernetas no SBPE recuaram 1,4% no ano, atingindo R$ 790,1 bilhões em dezembro de 2021.