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OITO PESSOAS MORREM EM OPERAÇÃO POLICIAL NA VILA CRUZEIRO, NO RIO

Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, a operação buscava na região criminosos do Jacarezinho

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De acordo com informações de moradores da Vila Cruzeiro, o tiroteio é intenso no local
De acordo com informações de moradores da Vila Cruzeiro, o tiroteio é intenso no local -

São Paulo, SP – Oito pessoas morreram no início da manhã desta sexta-feira (11) na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio de Janeiro, durante uma grande operação policial que é realizada no local. Segundo a Polícia Militar, a operação buscava na região criminosos do Jacarezinho, favela ocupada no contexto do Cidade Integrada, programa de segurança pública lançado pelo governo do Rio de Janeiro. "Houve confronto e oito criminosos feridos não resistiram aos ferimentos", informou a PM. Cinco fuzis e três pistolas foram apreendidos até o momento. De acordo com informações de moradores da Vila Cruzeiro, o tiroteio é intenso no local. "Blindados e helicópteros dentro da favela. Caos logo cedo", disse o ativista Raull Santiago. A operação começou às 4h30 e reuniu equipes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal. Na quinta-feira (10), um homem de 23 anos morreu em uma ação policial no Jacarezinho, o que provocou protestos de moradores. A polícia afirma que João Carlos Sordeiro Lourenço, 23, conhecido como João do Jaca, reagiu ao ser abordado e foi atingido. Segundo a corporação, ele foi encaminhado ao Hospital Salgado Filho, mas não resistiu. A mãe de João nega que ele estivesse armado no momento da abordagem. Anunciado pelo governador Cláudio Castro (PL) a nove meses das eleições, o Cidade Integrada contará com um investimento inicial de R$ 500 milhões. A primeira etapa teve início no dia 19 de janeiro, quando 1.300 agentes militares e civis ocuparam as favelas do Jacarezinho (e a vizinha Manguinhos), dominada pelo Comando Vermelho, e da Muzema, controlada por uma milícia. Especialistas da segurança pública e defensores dos direitos humanos têm questionado uma suposta falta de critérios e metas concretas na elaboração do programa, assim como a ausência de diálogo prévio com outros atores. Moradores denunciam violações de direitos humanos e invasões de casas por policiais, que ainda não usam as câmeras portáteis compradas recentemente pelo estado. As ações policiais ocorrem em meio à decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu as operações policiais para casos excepcionais em favelas do Rio de Janeiro enquanto durar a pandemia da Covid-19.

AVALIAÇÃO

O comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio de Janeiro classificou como bem-sucedida a operação na favela Vila Cruzeiro, que faz parte do Complexo da Penha, na zona norte carioca. A avaliação é a mesma que a do chefe da comunicação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que participou da incursão. As duas corporações entraram na comunidade por volta das 4h30 para cumprir ao menos um mandado de prisão contra Adriano de Souza Freitas, conhecido como Chico Bento, chefe do tráfico do Jacarezinho que teria fugido para lá após a ocupação da favela. Uma pessoa que não teve o nome divulgado foi presa até o início da tarde, mas não foi Chico Bento. Segundo a Polícia Militar, foram apreendidos sete fuzis, um simulacro de fuzil, quatro pistolas, 14 granadas, veículos roubados e grande quantidade de drogas. "A operação foi bem-sucedida. A gente lamenta a morte de oito pessoas, que poderiam ter sido presas, mas não acataram a ordem da polícia e resistiram à nossa ação. Se eles fossem presos, seria 100% [bem-sucedida], aliás, 99% porque faltou a prisão do Chico Bento", disse à reportagem o tenente-coronel Uirá do Nascimento Ferreira, do Bope. "A ação de hoje foi exitosa uma vez que, mesmo o principal alvo não tendo sido localizado, conseguimos recuperar um poderio bélico muito grande, um arsenal que é usado contra a própria população e contra o Estado. [] Não entramos com o intuito de matar, de ter efeito colateral", afirmou o agente Marcos Aguiar, da PRF. Os dois porta-vozes, no entanto, não souberam dizer qual era o número total de mandados de prisão objetivo da grande operação. Também questionada sobre quantos estavam sendo procurados, a Polícia Civil respondeu apenas que não participou da incursão.

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