Rendimentos
ALAGOANOS TÊM A 2ª PIOR RENDA DO BRASIL
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Alagoas registrou a segunda pior renda domiciliar per capita do Brasil em 2021, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, divulgada nessa quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com os números, a renda dos alagoanos foi de R$ 777 no ano passado, maior somente que a registrada no Maranhão, com R$ 635. Já o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 1.723 no quarto trimestre, não mostrando variação significativa em relação ao trimestre imediatamente anterior ou frente aos últimos três meses de 2020.
O rendimento domiciliar per capita do Brasil ficou em R$ 1.367. O valor é 0,94% menor que o rendimento médio nacional nominal registrado em 2020, de R$ 1.380, sem considerar, porém, os efeitos da inflação, que fechou 2021 em alta de 10,06%.
De acordo com o levantamento, o maior rendimento per capita foi observado no Distrito Federal (R$ 2.513) – quase o dobro da média nacional. Em São Paulo e no Rio de Janeiro foi de R$ 1.836 e R$ 1.724, respectivamente. O rendimento domiciliar per capita foi calculado com base no total dos rendimentos domiciliares (em termos nominais) e o número de moradores.
“Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes. Todos os moradores são considerados no cálculo, inclusive os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos. Os valores foram obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das quintas visitas da PNAD Contínua feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres de 2021”, explica o IBGE.
Já o rendimento médio recebido pelas pessoas foi estimado em R$2.587, uma retração de 7,0% frente ao de 2020, ou um decréscimo de R$195. A massa de rendimento também sofreu queda (-2,4% ou R$5,6 bilhões) nesse período, sendo estimada em R$230,6 bilhões.
“Esse comportamento da massa de rendimento é explicado pela queda de rendimento médio real e pelo avanço do processo inflacionário. Embora a população ocupada tenha crescido, esse aumento não foi acompanhado pelo rendimento, ou seja, as pessoas que estão ocupadas no mercado de trabalho têm remunerações menores, em média”, explica.