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ALAGOAS ENCERRA 2021 COM A 4ª MAIOR TAXA DE DESEMPREGO DO PAÍS

Dados divulgados pelo IGBE revelam que no ano passado, 203 mil alagoanos estavam desocupados

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Alagoas ocupa o terceiro lugar nacional quando o assunto é a taxa média anual de subutilização
Alagoas ocupa o terceiro lugar nacional quando o assunto é a taxa média anual de subutilização -

Com 203 mil trabalhadores desempregados, Alagoas terminou 2021 com a quarta maior taxa de desemprego do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, divulgada nessa quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa aferida em Alagoas é de 14,5%. Os estados que registraram taxa de desemprego mais alta que Alagoas foram Amapá (17,5%), Bahia (17,3%) e Pernambuco (17,1%). A taxa nacional ficou em 11,1%. Além do desemprego, os números do IBGE revelam um cenário negativo do trabalho em Alagoas. O estado ocupa o terceiro lugar nacional quando o assunto é a taxa média anual de subutilização. A taxa em Alagoas foi de 42,6%. No Brasil essa taxa ficou em 27,2%. As maiores taxas ficaram com Piauí (45,4%) e Maranhão (44,5%). Está na subutilização quem tem algum tipo de trabalho, mas gostaria de trabalhar mais horas na semana. O IBGE atesta ainda que o percentual de desalentados em Alagoas é o segundo maior do Brasil, com 14,1%. Desalentada, segundo o IBGE, é a pessoa que gostaria de trabalhar, mas desistiu de procurar emprego por acreditar que não conseguiria. No Brasil, esse percentual foi de 4,3%. Somente o Maranhão (17,0%) tem taxa maior que Alagoas. Santa Catarina (0,6%), Mato Grosso (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,3%) tiveram as menores taxas.

CENÁRIO NACIONAL

A taxa de desemprego no país caiu no 4° trimestre de 2021 1,5 ponto percentual (p. p.) em relação ao trimestre de julho a setembro de 2021 e 3,0 p. p. frente ao mesmo trimestre de 2020. A taxa de desocupação por sexo foi de 9,0% para os homens e 13,9% para as mulheres no 4° trimestre de 2021. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (9,0%) e acima para os pretos (13,6%) e pardos (12,6%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (18,4%) supera as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 11,8%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (5,2%). A exceção entre as regiões foi a Norte, que teve alta de 0,6 ponto porcentual, passando de 12,5% em 2020 para 13,1% em 2021. O Nordeste se manteve estável, mas ainda assinala a maior taxa do país, fechando 2021 em 17,1%. A região Sul foi a única cuja média anual se equiparou ao índice pré-pandemia da covid-19, com 7,8%, a menor taxa de desocupação anual média do país, após registrar 8,7% em 2020. E o Centro-Oeste vem se aproximando do patamar de 2019 (10,3%), estando em 10,7% em 2021, após chegar a 12,1% em 2020. “Todas as regiões mostraram expansão no contingente de trabalhadores, o que contribui para a redução da taxa de desocupação em 2021, mas apenas a Sul se encontra com esse indicador abaixo do de 2019, ano anterior ao da pandemia”, disse, em nota, a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. A população ocupada, de 95,7 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2021, era composta por 66,9% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4% de empregadores, 27,1% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas regiões Norte (33,9%) e Nordeste (30,5%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. No setor privado, 73,5% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada, sendo que as regiões Norte (59,4%) e Nordeste (56,9%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 24,6% tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2020, essa proporção havia sido de 25,6%.

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