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AL perde investidores por falta de incentivos

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PATRYCIA MONTEIRO As vantagens competitivas de Alagoas no mercado turístico ou saltam aos olhos ou dão água na boca. As paisagens naturais e a gastronomia são uma unanimidade entre especialistas e leigos na matéria. ?Em compensação, nossas desvantagens são muitas?, diz Márcio Coelho, presidente do Maceió Convention Bureau. Na opinião dele, o Estado enfrentou um certo atraso na questão da infra-estrutura necessária para desenvolver o turismo. ?Fomos o último Estado brasileiro a ter um aeroporto internacional?, afirma. Por outro lado, Coelho, que também é empreendedor no segmento hoteleiro, destaca uma certa falta de habilidade no que diz respeito ao trato da imagem do Estado no cenário nacional. ?Esta semana, foi decretado estado de calamidade pública em Alagoas. Para o setor turístico, esse anúncio foi péssimo, pois tivemos uma retração de 70% no mercado e cancelamento de reservas da ordem de 30%?, exemplifica. Nesse sentido, o empresário destaca também que falta maior divulgação dos roteiros turísticos alagoanos. ?Sergipe e Paraíba vêm crescendo muito em função do recursos aplicados em propaganda, mas também pelos projetos que eles têm desenvolvido. Quem não conhece o São João em Campina Grande? Ou não está por dentro das alternativas de ecoturismo exploradas pelos sergipanos nos cânions do São Francisco??, indaga. ?Só neste primeiro semestre, Natal (RN) destinou cerca de R$ 18 milhões à divulgação de seus roteiros turísticos, Fortaleza mais R$ 12 milhões e Alagoas apenas R$ 200 mil?, afirma. Destacando que o maior produto interno turístico é o sol e o mar, Márcio Coelho diz que é necessário investir no saneamento básico da capital alagoana. ?O sistema de bombeamento não funciona bem justamente nos meses em que os turistas europeus estão de passagem pelo Estado, tradicionalmente entre junho e agosto. É terrível o estado de poluição em que ficam as praias no período de chuva. Isso sem mencionar o cheiro de lixo que vem de Jacarecica e toma conta de Cruz das Almas até o Meliá?. Outro ponto crítico, segundo Márcio Coelho, é a falta de política de incentivos para o setor turístico no Estado. De acordo com ele, no Rio Grande do Norte e Ceará são oferecidos incentivos fiscais para os empreendedores hoteleiros. ?Na Paraíba, o governo vai ainda mais longe. Oferece isenção de IPTU e ISS por 15 anos e ICMS de 2,5% - colocando à disposição também qualquer terreno à beira-mar na cidade de João Pessoa?, afirma. Por não oferecer nenhuma contrapartida, Alagoas tem perdido investimentos de peso. ?Os espanhóis do Fiesta e os portugueses do Pestana demonstraram interesse pelo Estado, mas privilegiaram Ceará, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte por encontrar vantagens nesses lugares?.

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