loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Banco abre financiamento para obras no NE

Ouvir
Compartilhar

Estados da região nordestina podem ganhar um reforço para que possam tocar obras de infra-estrutura. A alternativa para novos financiamentos se abre agora com um novo projeto do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A linha de financiamento poderá beneficiar Alagoas. As negociações já podem começar, segundo a assessoria do BNB, um dos agentes de financiamento do governo federal mais importantes para os estados da Região Nordeste. Por meio do Programa de Financiamento à Infra-Estrutura Complementar da Região Nordeste (Proinfra), o BNB pode financiar até 80% do valor da obra, cabendo o restante aos setores público e privado. Para identificar os principais problemas na logística e infra-estrutura alagoana, bem como elaborar projetos para efetiva alocação dos recursos, o BNB está realizando estudo sobre o tema, em conjunto com as secretarias de Recursos Hídricos e Irrigação e de Planejamento, Casal, Ceal, Departamento de Estradas de Rodagem, Sebrae e outros parceiros. ?A iniciativa estimula a formação das parcerias público-privadas (PPPs), em vias de formatação no Congresso Nacional?, afirma o gerente da Célula de Articulação para Negócios do BNB em Alagoas, Saumíneo Nascimento. Assim, o setor privado pode receber financiamento para participar de obra de infra-estrutura como de geração e distribuição de energia oriunda de fontes convencionais, obras de expansão da rede de distribuição de energia elétrica, oferta de água de boa qualidade para uso múltiplo, infra-estrutura de transportes e logística para facilitar o escoamento da produção local, saneamento básico, inclusive estudos, projetos e tecnologias de gerenciamento, sistemas telefônicos fixos ou móveis em comunidades e exploração do gás natural. Os recursos são do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com juros que variam de 8,75% ao ano, para microempresas, até 14% ao ano para grandes empresas. Sobre os juros incidem ainda bônus de adimplência de 25% para empreendimentos localizados no semi-árido e de 15% para os que estão fora dessa área. Estudo Para incrementar os financiamentos em infra-estrutura e desenvolver novos produtos para atender o setor, as entidades especializadas de cada Estado estão identificando os principais gargalos na logística e infra-estrutura local e as oportunidades de investimento na realização de obras que solucionem tais entraves. Para se ter uma idéia da importância da infra-estrutura no desenvolvimento econômico do País, basta consultar as principais pesquisas de órgãos como a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e IBGE. Segundo dados de 2003 da CNT, apenas 17,2% das rodovias brasileiras sob gestão estatal encontravam-se em condições favoráveis de conservação (bom ou ótimo). Em relação ao Nor-deste, o dado é ainda mais expressivo: apenas 10% das rodovias estavam bem conservadas. A agravante é que, ainda pela CNT, a maior parte da movimentação de cargas no mercado interno é feita por meio de rodovias, cerca de 60,49%. A conclusão do estudo está prevista para o próximo mês de agosto, com a apresentação do relatório final e do portfólio de oportunidades de investimento para a infra-estrutura da região. Microcrédito Estudo realizado pela economista Jane Mary Gondim de Souza, doutoranda em Planificação Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona (Espanha), avalia a efetividade do microcrédito como instrumento de redução da pobreza e como mecanismo indutor de ascensão social na cidade de Fortaleza (CE). Embora realizado na capital cearense, o estudo tem validade para demais capitais nordestinas, devido à forte semelhança em alguns aspectos políticos, econômicos e sociais. Para isso, a pesquisadora analisou o CrediAmigo, do Banco do Nordeste ? maior programa de microcrédito da América do Sul, hoje com R$ 1,2 bilhão aplicados e 1,5 milhão de operações contratadas. Jane Gondim tomou como universo da sua pesquisa os clientes do setor comércio, que já tinham obtido pelo menos quatro empréstimos do CrediAmigo, e cuja renda familiar era de apenas R$ 800,00 por mês antes do primeiro empréstimo. ?Foi interessante observar que a maior concentração de clientes atendidos pelo CrediAmigo encontra-se nas áreas mais pobres da cidade, o que demonstra a prioridade conferida pelo programa ao atendimento de camadas da população à margem do sistema financeiro tradicional, principalmente por não terem como oferecer garantias reais, e também por não terem concluído o Ensino Fundamental?, enfatiza Jane Gondim.

Relacionadas