Economia
Parlamentares querem discutir acordos comerciais
São Paulo - A União Interparlamentar (UIP), que reúne os parlamentos de todo o mundo, quer que os parlamentares tenham uma participação mais ativa nas negociações de acordos entre os países. Essa aspiração é um dos principais temas discutidos na Reunião Parlamentar, evento realizado paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que teve início sexta-feira em São Paulo. ?Aspiramos a que os parlamentares participem da gênesis dos acordos, que tenham um papel mais ativo nas discussões dos acordos, abandonando a postura passiva atual?, disse o presidente da União Interparlamentar, Sérgio Paes Verdugo. Atualmente, como lembraram parlamentares presentes ao primeiro dia da reunião, os parlamentos apenas homologam os acordos. Verdugo destacou que essa participação deve ser apartidária, reunindo, das delegações que negociam os acordos, parlamentares dos governos e das oposições. O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, presente à abertura da reunião, deu o seu apoio à idéia. ?Temos de ter posições sobre o mérito desses tratados?, disse Cunha. Ele acrescentou que os parlamentares, ?que representam o povo?, precisam lutar para que o comércio mundial beneficie os países pobres e em desenvolvimento. Argentina O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi bastante cuidadoso durante a entrevista concedida aos jornalistas brasileiros na Argentina. Dirceu descartou que as reuniões mantidas com o chefe de Gabinete do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, e com o ministro de Economia, Roberto Lavagna, tenha qualquer conotação de apoio à política econômica argentina e insistiu que o único apoio que ele dá é à política econômica do ministro da Fazenda do Brasil, Antônio Palocci. ?A política econômica que eu tenho que apoiar é a do ministro Palocci, é a política econômica brasileira. Não tenho porque apoiar a política do ministro Lavagna e do presidente Kirchner, mesmo porque eu sou ministro do governo do presidente Lula. Não posso opinar sobre a política interna argentina?, insistiu Dirceu. Indagado sobre se o almoço que teve com Roberto Lavagna teria algum sentido além de uma visita de cortesia, como José Dirceu explicou, ele afirmou que ?não?, que se tratou de um ?sentido público?. Dirceu ainda questionou: ?Por que não deveria visitar o ministro Lavagna?? E justificou que a ?questão da economia do Brasil e da Argentina é importante para toda a América do Sul, já que representamos 70% do PIB da região?.