Economia
Governo tenta retomada do projeto Ondazul
PATRYCIA MONTEIRO Com o interesse de retomar questões abordadas na matéria Megaprojeto turístico de AL corre risco, publicada no último domingo, a GAZETA DE ALAGOAS foi cobrir uma reunião realizada ontem, no Hotel Jatiúca, onde se encontraram os empresários Marc Ferrari e Daniel Vasconcelos (representantes do grupo responsável pelo complexo turístico Ondazul, no litoral norte de Alagoas) e os secretários de Estado Arnóbio Cavalcante ? coordenador de núcleo da Célula de Desenvolvimento ? e Ricardo Santa Ritta, da pasta de Turismo. O objetivo era obter novas informações. No local do encontro, os investidores se recusaram a dar entrevistas, demonstrando contrariedade com o conteúdo da reportagem de domingo. ?Nós não queríamos ser questionados?, disse Daniel Vasconcelos, do Ondazul Internacional, dita filial brasileira da canadense MMC Group. Para dar continuidade ao trabalho jornalístico, a GAZETA entrou em contato com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para saber como anda o processo de aprovação do projeto Ondazul junto à instituição. Segundo Nelson Yoneda, analista ambiental do Ibama, que vem acompanhando o projeto em Brasília, o Ondazul teve de fato suas obras proibidas na época de seu anúncio. ?Embora tenha obtido as demais licenças no Instituto de Meio Ambiente (IMA), a construção de um canal, prevista no projeto, precisava de um estudo maior em relação aos seus impactos ambientais?, disse o técnico, salientando que o Ondazul está planejado para ser erguido numa Área de Proteção Ambiental (APA) de âmbito federal. ?Solicitamos o estudo e demos um termo de referência que vai servir de base para os consultores contratados pela empresa?, explicou Yoneda. De acordo com Daniel Vasconcelos, na entrevista dada para a matéria de domingo, o Ondazul Internacional conta atualmente com oito biólogos que estão realizando o levantamento exigido pelo Ibama. Segundo Nelson Yoneda, o Ibama não estipulou um prazo para que os investidores entreguem seus estudos de impacto ambiental, tendo em vista que o interesse dos grupos é decisivo no encaminhamento do processo. ?Em compensação, o parecer favorável ou desfavorável do Ibama só sai no prazo de um ano após a entrega do estudo?, afirma.