ECONOMIA
BALANÇA COMERCIAL DE ALAGOAS REGISTRA DÉFICIT DE R$ 322 MILHÕes
Números mostram que as exportações alagoanas no primeiro bimestre deste ano representam 0,2% do total nacional
A balança comercial de Alagoas registrou déficit de R$ 322.644 milhões no primeiro bimestre deste ano, de acordo com dados do Comex Vis, que é a plataforma do Ministério da Economia sobre comércio exterior. O número é resultado da diferença entre as exportações e importações. Foram R$ 439.878 milhões em exportações, ante R$ 762.522 em importações. Os dados em real levam em conta a cotação do dólar em R$ 5,01 nessa quarta-feira (9). A influência da guerra na Ucrânia ainda não reflete muito nos dados porque a guerra teve início já no fim de fevereiro.
Os números mostram que as exportações alagoanas no primeiro bimestre deste ano representam 0,2% do total nacional. O estado é o 20° no ranking nacional de exportações. Já no quesito importações, o estado representa 0,4% do total do país e ocupa o 19° lugar nacional no ranking de importações.
O Comex Vis aponta que os principais países destinatários das exportações alagoanas são Argélia, Nigéria e Espanha. Já no quesito importações, os países de que os alagoanos mais compram são China, Estados Unidos e Rússia.
Em relação aos produtos, o mais exportado é açúcar e melaços, que representam 87% de todas as exportações do estado. Já em relação à importação, os produtos mais comprados pelos alagoanos são adubos ou fertilizantes (27%) e hidrocarbonetos e seus derivados (20%).
No ano passado, a balança comercial de Alagoa encerrou com déficit de US$ 328,2 milhõe. Em 2020, o deficit da balança comercial do Estado tinha atingido US$ 247,4 milhões. Em números absolutos, o deficit entre um ano e outro aumentou US$ 80,8 milhões (cerca de R$ 459,08 milhões).
De acordo com o levantamento, ao longo do ano passado, as exportações locais renderam às empresas exportadoras US$ 444,7 milhões (cerca de R$ 2,5 bi). O volume representa um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior. Já as importações alagoanas movimentaram no ano passado US$ 772,9 milhões (o equivalente a R$ 4,38 bilhões no câmbio atual). Ao longo do ano passado, o açúcar representou 92% de todos os produtos exportados por Alagoas. Segundos os dados do governo federal, o produto movimento, sozinho, US$ 410 milhões (R$ 2,328 bilhões), uma alta de 8,94% em relação ao movimentado no ano anterior. Em números absolutos, esse percentual representa um incremento de US$ 33,6 milhões.
Em dezembro de 2021, as exportações alagoanas renderam US$ 59,6 milhões, um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações locais movimentaram US$ 90,22 milhões, um crescimento de 28,5% em relação aos US$ 70,18 milhões movimentados em dezembro de 2020.
Apenas no último mês do ano, a balança comercial alagoana registrou um deficit de US$ 30,62 milhões — o equivalente a R$ 173,87 no câmbio atual. Em todo o País, as empresas brasileiras exportaram US$ 61,01 bilhões a mais do que importaram no ano passado, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. O resultado representa crescimento de 21,1% em relação ao superavit comercial de US$ 50,39 bilhões registrado em 2020. Em relação ao recorde anterior, registrado em 2017, houve crescimento de 8,9%. Naquele ano, o Brasil tinha exportado US$ 56,04 bilhões a mais do que tinha importado.
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