Economia
70% dos postos aderem a reajuste da gasolina
PATRYCIA MONTEIRO A maioria dos postos de abastecimento de combustíveis do Estado já repassou o reajuste do preço da gasolina e do diesel para os consumidores. Há três dias, a Petrobras anunciou o primeiro aumento dos combustíveis desde o começo do governo Lula que levou um certo tempo para ser absorvido em Alagoas. ?Cerca de 70% dos postos estão vendendo gasolina sob os novos valores, excluindo aqueles estabelecimentos localizados em áreas de pouco movimento?, diz Mário Jorge Uchoa, presidente do Sindicombustíveis de Alagoas. A média de preços praticada entre os 350 postos alagoanos deve ser publicada pela Agência Nacional de Petróleo na próxima semana. Por mês, esse segmento comercializa cerca de 40 milhões de litros de combustíveis. Mas, de acordo com Uchôa, o preço mais encontrado entre os estabelecimentos é de R$ 2,29. ?Uma das grandes distribuidoras que atua no mercado local está cobrando R$ 1,92 pela gasolina comercializada com seus credenciados. Antes, ela cobrava R$ 1,72. Ou seja, essa companhia está cobrando 13% de reajuste, ou seja, um valor acima do aumento estabelecido pela Petrobras?, afirma Uchôa, ressaltando que a margem de lucro dos donos destes determinados postos serão reduzidos. ICMS ?Outro elemento que pode onerar ainda o custo dos combustíveis para o consumidor final é a definição da média de preços estabelecida pela Secretaria da Fazenda do Estado que será referencial do desconto do ICMS nos preços da gasolina e do diesel?, diz Mário Jorge Uchôa. Segundo o presidente da entidade representativa dos donos dos postos, o desconto de 25% da tarifa tributária tem se baseado no preço mais alto praticado pelos estabelecimentos. ?Mas o ideal seria que o desconto fosse estabelecido no preço médio cobrado pelos postos ? o que poderia até baixar um pouco os valores?, afirma, explicando que quando um posto cobra menos do que o valor estipulado pelo governo, são os empresários que pagam a diferença tributária que normalmente é paga apenas pelo próprio consumidor. ?Os impostos federais e estaduais abocanham 52% dos custos do litro dos combustíveis?, explica Uchôa. ?Nosso lucro bruto é de 19%?.