Economia
PIX já movimentou mais de R$ 40 BI em Alagoas, aponta Banco Central
No primeiro mês de funcionamento, em novembro de 2020, foram 253.523 transações, segundo informação do BC
Manda um Pix. Desde 16 de novembro de 2020 esta, certamente, é uma das frases mais ditas pelos brasileiros. O sistema eletrônico instantâneo e gratuito de envio de valores e pagamentos caiu no gosto dos cidadãos e, em Alagoas, não foi diferente. Levantamento exclusivo feito pelo Banco Central do Brasil, a pedido da Gazeta de Alagoas, mostra que, desde a criação do sistema, já foram movimentados mais de R$ 40,4 bilhões via Pix em Alagoas. De acordo com o Banco Central, a quantidade de usuários pessoas físicas em Alagoas que já usaram o Pix, ao menos uma vez desde o seu lançamento, seja para pagar ou receber é de 1.425.339, o que representa aproximadamente 54% da população adulta do estado, e mais do que toda a população de Maceió.
Em relação às Pessoas Jurídicas, no caso das empresas, já foram 67.241 usuários. Os números do Banco Central apontam que, mês a mês, o Pix foi tendo mais adesão entre os alagoanos. No primeiro mês de funcionamento, em novembro de 2020, foram 253.523 transações, que movimentaram R$ 141 milhões. Já no mês de fevereiro deste ano foram 13,6 milhões de operações, que movimentaram R$ 4,3 bilhões de reais. O auge de valores movimentados via Pix em Alagoas foi atingido em dezembro do ano passado, quando circularam R$ 4,6 bilhões. O mês é marcado pelo consumo ligados às festas natalinas e de fim de ano, que são impulsionadas, também, pelo pagamento do 13º salário. Os dados mostram que desde outubro do ano passado que as transações passam de 10 milhões por mês, e que desde dezembro que os valores movimentados passam dos R$ 4 bilhões.
Por trás da construção desses números astronômicos estão operações de crédito de montante simples, como uma água de côco comprada na Orla de Ponta Verde, na capital alagoana, por R$ 3. O Pix caiu no gosto dos empresários por fazer frente às maquininhas de cartão, que cobram taxas. Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio AL), Victor Hortencio, a alta adesão demonstra que os alagoanos estão confiantes no sistema que apresenta rapidez e segurança, sem falar que é basicamente sem custo, sendo uma alternativa eficaz às taxas cobradas por meios de transferências como TED e DOC.
“À medida que as pessoas foram conhecendo melhor a ferramenta, o medo inicial de vincular dados bancários a chaves como número de telefone ou e-mail ficou em segundo plano ante à praticidade e agilidade das transações”, observa.
No caso do comércio em geral, o Pix reforçou uma mudança no comportamento dos consumidores, pois, cada vez mais, eles preferem pagar as compras por meio digitais ou com o ‘dinheiro de plástico’ (cartões). Além da praticidade, a escolha também considera a segurança. “Nos últimos anos percebemos que as compras com dinheiro ‘vivo’ vêm diminuindo consideravelmente quando comparada a décadas passadas. Mas isso é compreensível dado ao avanço da tecnologia e ao crescimento das cidades, fazendo com que as pessoas busquem medidas que tragam mais segurança”, diz Gilton Lima, presidente da Fecomércio.
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