loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 6276
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Servidores

REAJUSTE DADO PELO GOVERNO NÃO REPÕE PERDAS INFLACIONÁRIAS

Inflação do período em que Renan Filho ficou sem dar aumento aos servidores públicos estaduais ultrapassa os 25%, segundo o IBGE

Ouvir
Compartilhar
Cabo Bebeto: “Os policiais e bombeiros foram enganados com a Previdência Social”
Cabo Bebeto: “Os policiais e bombeiros foram enganados com a Previdência Social” -

O jogo de palavras adotado pelo governo Renan Filho (MDB), no apagar das luzes de sua gestão, construiu uma narrativa que passa a ideia para o leitor menos atento de que o reajuste salarial anunciado para categorias do serviço público representa aumento de renda. Na verdade isso ocorreria se ocorresse reposição salarial – em geral resultado da soma da inflação com percentual de ganho real. Não é o caso. Embolada com outras pautas históricas da maioria das categorias como Plano de Cargos e Carreiras (PCCs), a proposta do governo é defasada desde sua nascença. Tudo isso por uma questão simples. Nos últimos cinco anos ele não reconheceu o direito legal de repor perdas inflacionárias. Conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o parâmetro oficial para medir a inflação no país, o percentual de perdas foi de 25,9%. É isso que deixou de ir para a conta dos servidores públicos, em especial nos momentos em que Renan, nem seus técnicos recebiam nenhuma categoria. O dano, porém, é ainda maior, pois somando-se perda sobre perda o percentual ultrapassa os 30%. Esse número, porém, é ainda mais impactante se lembrarmos que a inflação do período de 2021 – que deveria ser resposta esse ano – ultrapassou os dígitos ficando acumulada em 10,06%. Ou seja, os 15% de percentual geral anunciado pelo governo, na prática, supostamente deixaria 4,64% de ganho real. Porém, que não cobre as perdas dos anos anteriores. Mas os números são cruéis para os servidores. Basta ver que há dois anos, o governo anunciou que daria 4,6% que nunca foram acrescidos a folha. Ou seja, o percentual anunciado de forma geral, na verdade recupera o que foi prometido mas nunca cumprido. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), Lucas Soares, confirmou à Gazeta que este ano a categoria terá “zero de ganho real”. “Esse ano mesmo não teremos ganho real, apenas a recomposição inflacionária. Durante os outros do governo Renan nós amargamos perdas muito grandes. A falta de ganho real acaba desgastando a categoria, fazendo com que ela adoeça mais, tenha mais dificuldade financeira, problema de organização social, o que faz com que muita gente se afaste e abandone a carreira. É sim real que a falta de um salário digno e falta de qualidade de vida para os trabalhadores e trabalhadoras da educação”, confirmou Lucas.

PREVIDÊNCIA

Ao mesmo tempo em que ignorou a situação dos servidores, em relação ao índice inflacionário, o governo aplicou o aumento da alíquota previdenciária para 14%, em 2020. Deste modo, quem já vinha com perda de renda, incluindo os aposentados, sofreu outro baque com a mudança. Nem os servidores que estavam dentro do teto salarial da Previdência, antes isentos, escaparam do corte em seus vencimentos. Depois de muita pressão e desgaste político, o governo anunciou uma revisão na linha de corte. Para atender a exigência da lei, pós-reforma da previdência, o governo impôs um duro golpe nos servidores que vinha acumulando perdas, em plena pandemia, no momento em que a economia ficou estagnada, com alta do desemprego e os preços avançando.

REPERCUSSÃO

Shorts Youtube
Play
Prefeito Luciano Barbosa elogia Renan Filho por obra do VLT em Arapiraca

Prefeito Luciano Barbosa elogia Renan Filho por obra do VLT em Arapiraca

Play
Formação de chapas projeta disputa acirrada por vagas à Câmara Federal em AL

Formação de chapas projeta disputa acirrada por vagas à Câmara Federal em AL

Play
Na base de Lula em AL, PSD vai resolver se terá que pedir voto para Caiado

Na base de Lula em AL, PSD vai resolver se terá que pedir voto para Caiado

Play
JHC e Marina cumprem agenda de pré-campanha em Santana com ex-aliados distantes

JHC e Marina cumprem agenda de pré-campanha em Santana com ex-aliados distantes

Play
Com nova indicação, TJAL terá quatro mulheres na composição do Pleno

Com nova indicação, TJAL terá quatro mulheres na composição do Pleno

Mesmo quando alardeou o envio de projetos para atender demandas que duraram todo o seu governo, sem solução, o governo evitou o debate. De acordo com a presidente da CUT, Rilda Alves, o regime de urgência atrapalhou a construção de um texto com tranquilidade e levando em conta a real necessidade dos servidores. Quando o conjunto de matérias chegou ao legislativo estadual Rilda e outras lideranças fizeram uma verdadeira peregrinação nos gabinetes e em especial aos membros das Comissões de Constituição e Justiça, Administração e Finanças, antes que pudessem dar o parecer final ao texto. A falta de dados, a escolha do relator, o deputado Paulo Dantas e a pressa usada como estratégia pelo Palácio República dos Palmares não foram poupadas.

O deputado Cabo Bebeto foi mais incisivo e disse que Renan “maltratou os servidores” durante sete anos e que por isso deixará um legado negativo de ter sido o pior governo para as categorias. “Os policiais e bombeiros foram enganados com a Previdência Social, quadro organizacional, agora acabou o carnaval e jogam a tropa para São João, enganando todos mais uma vez”, afirmou Bebeto.

Sobre as demais categorias, ele lembrou que em muitas funções as letras de progressão variam de 3% a 30% para a mesma atividade. E como o modo escolhido foi o de atropelar os debates na avaliação do parlamentar muita gente continuará prejudicada.

Relacionadas