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Cenoura, tomate, café, diesel: veja os itens que mais subiram

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Os alimentos e os combustíveis são os itens que mais estão pesando no bolso do brasileiro e pressionando a inflação, que completa 7 meses seguidos acima de dois dígitos no acumulado em 1 ano. Na sexta-feira (25), o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,95% em março – a maior taxa para o mês desde 2015. Em 12 meses, a alta acumulada acelerou para 10,79%. No caso da cenoura, a alta já passa de 120% em 12 meses. Já os preços do tomate e do café saltam mais de 60%. Nos combustíveis, o diesel acumula aumento de 38,27% e gasolina, de 27,68%.

Na passagem de fevereiro para março, houve alta em todos os 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para a alta dos alimentos e bebidas (1,95%). Na sequência, os dois maiores impactos viera, dos grupos Saúde e cuidados pessoais (1,30%) e Transportes (0,68%). Juntos, os três grupos representaram cerca de 75% do impacto total do IPCA-15 de março. Veja a inflação acumulada em 12 meses para cada um dos grupos: Transportes: 16,79%; Artigos de residência: 14,9; Habitação: 14,56%; Vestuário: 12,77%; Alimentação e bebidas: 10,77%; Educação: 6,71%; Despesas pessoais: 5,86%; Saúde e cuidados pessoais: 4,32%; Comunicação: 2,53%.

No dia anterior, o Banco Central elevou de 4,7% para 7,1% a estimativa de inflação para este ano, calculada com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, o BC admitiu que a meta de inflação deve ser superada pelo segundo ano seguido em 2022. Em 2021, ao somar 10,06%, a maior inflação em seis anos, a meta já havia sido ultrapassada.

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