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Arrecada��o da Receita cresce 5,5% no ano

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Brasília - A arrecadação da Receita Federal de maio ficou em R$ 24,579 bilhões, representando um aumento de 10,70% sobre maio de 2003 e crescimentos reais de 5,32% pelo IPCA e de 2,58% pelo IGP-DI. No acumulado de janeiro a maio, a receita totalizou R$ 127,178 bilhões, um aumento nominal de 12,04% sobre igual período de 2003, e crescimentos reais de 5,53% pelo IPCA e 5,59% pelo IGP-DI. Na comparação com abril de 2004, a arrecadação registrou uma queda nominal de 9,85% e quedas reais de 10,31% pelo IPCA e de 11,15% pelo IGP-DI. Segundo a Receita, essa queda é natural devido a fatores sazonais que elevam a receita de abril com o pagamento da primeira cota do Imposto de Renda das Pessoas Física e Jurídica. A queda foi atenuada pelo crescimento da receita do PIS e do Cofins, que passaram a incidir sobre as importações. A arrecadação da Cofins subiu de R$ 5,850 bilhões em abril para R$ 6,841 bilhões, um crescimento nominal de 16,94% e reais de 16,35% pelo IPCA e de 15,26% pelo IGP-DI. Na comparação com maio de 2003, quando a Receita da Cofins foi de R$ 4,620 bilhões, o aumento nominal verificado foi 48,05%. Os aumentos reais no período foram de 40,80% pelo IPCA e 37,13% pelo IGP-DI. Balança comercial Já o saldo da balança comercial, na terceira semana de junho, registrou um superávit de US$ 880 milhões, com exportações de US$ 2,2 bilhões (média diária de US$ 440 milhões) e importações de US$ 1,32 bilhão (média diária de US$ 264 milhões). De acordo com os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o saldo da balança acumulado no mês foi de US$ 2,192 bilhões e no ano, US$ US$ 13,435 bilhões. Crescimento O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, por sua vez, afirmou ontem que resta pouca dúvida de que o Brasil encontra-se na rota do crescimento econômico sustentado. Ele lembrou que a contração do PIB registrada nos dois primeiros trimestres de 2003, após o forte ajuste externo de 2002, foi muito menor que o de países que passaram por ajustes semelhantes. Meirelles destacou que a divulgação do PIB do quarto trimestre sobre o trimestre anterior, de 1,5%, acabou sendo ofuscada pela divulgação na mesma data do PIB anual de 2003, que teve uma pequena contração de 0,2%. Num discurso bastante otimista, ele também lembrou que é a primeira vez na história da economia brasileira em que o aumento do PIB vem acompanhado de um superávit em conta corrente no País. Ele disse estar convencido de que a economia está num ritmo de crescimento que é possível ser sustentado. O presidente do Banco Central disse também que as políticas voltadas para o crescimento não devem se focar apenas em um ou dois anos, mas sim no médio e longo prazos. Lembrando que vários indicadores de solvência externa encontram-se hoje em patamares bem mais confortáveis do que no passado recente, o presidente do BC afirmou que ?o maior desafio hoje para o País? é aumentar a sua taxa potencial de crescimento. ?A preocupação com a sustentabilidade desse crescimento é normal, mas é importante termos a consciência de que estamos nesta rota?, afirmou Meirelles, reiterando que somente essa consciência fará com que a confiança do empresário seja retomada e, dessa maneira, que eles voltem a investir. As notícias sobre arrecadação maior e os movimentos do governo para negociar títulos globais mexeram positivamente com o mercado no dia de ontem. Analistas financeiros acreditam que o período favorece ao entendimento de que o país tem cacife para novos investimentos.

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