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AL TEM MAIS BENEFICIÁRIOS DO AUXÍLIO QUE EMPREGOS FORMAIS

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O número de famílias atendidas pelo programa Auxílio Brasil em Alagoas supera o de empregos formais no Estado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caegd) e do Ministério da Cidadania. Os números mostram que o programa federal supera em 28% os empregos formais. De acordo com os dados, são 374.765 trabalhadores formais em Alagoas, ante 482.948 famílias atendidas pelo Auxílio Brasil. O programa foi criado no ano passado pelo governo federal em substituição ao antigo Bolsa Família, e atualmente paga um valor a partir de R$ 400. Os dados mostram que, dos nove estados do Nordeste, apenas no Rio Grande do Norte o trabalho formal ganha do Auxílio Brasil, são 438,8 mil empregos formais, ante 437,7 mil famílias atendidas pelo programa. Na Bahia, estado com maior número de empregos formais (1,8 mi), o programa atende 2,2 milhões de pessoas. Quando analisada a situação por municípios, apenas seis municípios alagoanos têm mais trabalhadores de carteira assinada do que famílias beneficiárias do Auxílio Brasil. São eles: Maceió, Arapiraca, Rio Largo, São Miguel dos Campos, Marechal Deodoro e Coruripe. A folha de pagamentos do Auxílio Brasil injeta R$ 123,9 milhões a mais que o antigo Bolsa-Família. Em fevereiro passado, o programa injetou pouco mais de R$ 202,7 milhões na economia de Alagoas

“Sem surpresa, esse dado revela, antes de mais nada, a pobreza social de Alagoas. O mercado de trabalho alagoano está numa conjuntura difícil. São 230 mil desempregados e 240 mil desalentados, trabalhadores que desistiram de procurar emprego; e mais 540 mil pessoas que têm alguma atividade – empregadas domésticas, conta-própria ou assalariados no setor privado, mas não tem contrato de trabalho, porque estão na informalidade. Esse público pressiona para baixo o valor do salário, da renda média dos que estão trabalhando formalmente e explica o número pequeno de carteiras assinadas no estado” Para o economista, num cenário como este, era de se esperar que o número de beneficiários do Auxílio Brasil, assim como do Benefício de Prestação Continuada, que paga um salário mínimo às pessoas incapacitadas permanentemente para o trabalho, fosse crescente, segundo ele, pela expectativa que os segmentos mais pobres têm de se inscrever em alguma política social compensatória que amenize os déficits de renda e de acesso a serviços que atingem a maior parte da população. “No período da pandemia, o número de inscritos no Cadastro Único das Políticas Públicas cresceu, chegando a 734 mil famílias”.

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