Economia
OCUPAÇÃO HOTELEIRA NA SEMANA SANTA DEVE CHEGAR A 85% EM AL
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A indústria hoteleira está otimista com a ocupação para a Semana Santa, que deve, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis em Alagoas (ABIH-AL), fechar em pelo menos 85%. Até o momento, o percentual de vendas já passou dos 80%, mas até o fechamento da janela de vendas, ao longo da semana, a estimativa é de crescer de 4 a 5 pontos percentuais.
Para o feriadão de Páscoa, a indústria hoteleira aposta principalmente no turismo interno e regional. A perspectiva é decorrente do aumento dos preços das passagens aéreas, que leva os turistas a buscarem destinos mais em conta. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, apontam que a passagem aérea ficou 18,2% mais cara este ano, na comparação com 2021. O valor médio em Maceió é de R$ 589,60. O vice-presidente da ABIH-AL, Hugo Toledo diz que o setor hoteleiro já recuperou parte do prejuízo acumulado durante a pandemia, período desafiador para a atividade turística. “Em relação a 2021, estimamos uma recuperação de 44%. Sobre 2020, não temos nem estatística, o impacto foi devastador. A maior parte dos hotéis teve suas atividades suspensas entre a segunda quinzena de março e o início de agosto de 2020”. O dirigente pondera que os programas emergenciais tiraram um pouco do peso sobre os custos operacionais de manutenção dos estabelecimentos fechados, mas não foram suficientes para as necessidades. “Apesar do apoio no âmbito federal, através do programa emergencial de manutenção do emprego e renda, continuamos a ter que fazer frente aos custos fixos e parte da folha de pessoal, o que significou grandes prejuízos para os empreendimentos”, O vice-presidente da ABIH-AL afirma que, apesar de não ter atingido os níveis anteriores à pandemia, a ocupação hoteleira tem apresentado notável crescimento O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem seccional Alagoas (ABAV-AL), Samuel Silva, conta que as altas nos insumos afetam o setor. Ele exemplifica que, atualmente, uma passagem de ida e volta de Maceió para Brasília chega a custar R$ 3 mil e que isso tem feito com que os clientes repensem as viagens. Silva relata que esse não é um caso isolado e sim uma realidade das agências.