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Infla��o em alta atinge 0,88% em S�o Paulo

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A inflação do município de São Paulo continua subindo e atingiu 0,88% nos últimos 30 dias, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP. É a maior taxa registrada desde setembro. Na segunda quadrissemana de junho - 30 dias terminados em 15 de junho - o IPC-Fipe havia registrado alta de 0,80%. A taxa continua acelerada em São Paulo, mas ainda não sinaliza um repasse generalizado de preços. Os aumentos se devem, basicamente, a reajustes de preços administrados ou problemas pontuais de ofertas. A inflação da região vem subindo gradualmente desde a divulgação da segunda semana de abril. Primeiro, por conta do aumento nos remédios, depois por causa da alta dos alimentos, cuja plantação foi afetada pelo frio, e agora em razão do aumento no preço dos combustíveis. Nos últimos 30 dias, a maior alta foi verificada no grupo Transportes, de 2,02%. Os demais grupos apresentaram as seguintes variações: Alimentação (1,46%), Vestuário (0,89%), Habitação (0,35%), Despesas Pessoais (0,34%), Saúde (0,29%) e Educação (0,15%). A Petrobras anunciou no começo da semana passada um aumento de 10,8% para a gasolina nas refinarias e de 10,6% para o diesel. O aumento nos combustíveis levou o coordenador da pesquisa do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, a elevar de 0,56% para 0,62% a previsão de inflação fechada em junho. Ele chegou a projetar 0,50% para o mês. O coordenador da Fipe disse, na semana passada, que somente as altas da gasolina e do diesel devem gerar inflação de 0,12% em junho. Os aumentos na gasolina terão reflexos ainda nos índices de preços de julho e agosto. Isso porque o aumento da gasolina não tem impacto imediato em todos os setores da economia. A Fipe calcula as variações de preços que atingem as famílias do município de São Paulo com renda familiar entre 1 e 20 salários mínimos. Há uma preocupação constante entre os analistas do mercado, e também no governo, de repasse da alta dos preços do atacado para o varejo. Nos primeiros meses deste ano, os produtos industrializados subiram bastante no atacado, por causa do repasse de custos do setor. Agora, o índice vem registrando aumentos por causa dos produtos agrícolas, que tiveram a oferta prejudicada com a antecipação do frio. Os IGPs, calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, estão acelerando em razão de aumentos de preços tanto no atacado como no varejo. A segunda prévia de junho do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), divulgada na terça-feira (22), atingiu 1,18%, contra 1,02% em igual período de maio.

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