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Comércio exterior

EXPORTAÇÕES DE AL REGISTRAM DEFICIT DE R$ 312,6 MI NO TRIMESTRE

Ao todo, foram R$ 978,12 milhões em importações, ante R$ 665,4 milhões em exportações nos três primeiros meses deste ano

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Ao todo, foram R$ 978,12 milhões em importações, ante R$ 665,4 milhões em exportações nos três primeiros meses dete ano
Ao todo, foram R$ 978,12 milhões em importações, ante R$ 665,4 milhões em exportações nos três primeiros meses dete ano -

A balança comercial de Alagoas registrou deficit de R$ 312,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. Ao todo, foram R$ 978,12 milhões em importações, ante R$ 665,4 milhões em exportações. As exportações alagoanas representaram 0,2% do total nacional. Com isso, o estado ocupa a 21º posição no ranking nacional de exportações. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve recuo de 6,3% nas exportações alagoanas. Já as importações tiveram alta de 5,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2021. As importações alagoanas representam 0,3% do total nacional e, com isso, ocupam o 20º lugar no ranking nacional de importações. Os dados apontam que os países para os quais Alagoas mais exporta são Argélia, que responde por 29% do total das exportações alagoanas, seguido de Finlândia (15%), Nigéria (13%), Canadá (12%) e Espanha (12%). Já os países dos quais Alagoas mais importa são China (38%), Estados Unidos (21%) e Rússia (9,1%). Os produtos alagoanos mais exportados no primeiro trimestre deste ano foram açúcares e melaços (75%) e minérios de cobre e seus concentrados (15%). Já os produtos mais importados são adubos ou fertilizantes (22%) e outros hidrocarbonetos (18%). Em nível nacional, as exportações brasileiras somaram US$ 29,09 bilhões em março, atingindo um recorde mensal histórico. “É um valor inédito para a exportação brasileira, não só para o mês de março, mas para qualquer mês já registrado”, destacou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão. O recorde anterior de exportações mensais era de junho de 2021, com US$ 28,3 bilhões. Já as importações aumentaram 27,1% no mês passado e chegaram a US$ 21,71 bilhões, resultando em superavit de US$ 7,38 bilhões, com alta de 19,3%, pela média diária, em relação a março de 2021. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 50,81 bilhões, em alta de 25,9%. Tanto importações quanto superavit e corrente de comércio foram recordes para o mês de março. Segundo Brandão, o recorde histórico das exportações foi puxado pelo aumento de 1,8% no volume, mas principalmente pela alta de 17,2% nos preços dos produtos vendidos pelo Brasil. Os preços também foram o principal fator que influenciaram o aumento das importações, com alta de 29,5%, já que o volume comprado caiu 7,1% no mês. O desempenho positivo de março influenciou o resultado do primeiro trimestre. A corrente de comércio subiu 26% e atingiu US$ 132,16 bilhões, nos três primeiros meses do ano, refletindo a alta de 26,8% das exportações, que somaram US$ 71,74 bilhões, e de 25% das importações, que totalizaram US$ 60,42 bi. Os três resultados também foram recordes para o período. A balança comercial, por sua vez, fechou o trimestre com superávit de US$ 11,31 bilhões, em alta de 37,6%. Foi o segundo melhor saldo do primeiro trimestre desde 2017, quando chegou a US$ 13 bilhões. O recorde mensal das exportações, em março, foi puxado principalmente pelo aumento dos valores das vendas da Agropecuária, que subiram 36,8% e chegaram a US$ 8,17 bilhões, e da Indústria de Transformação, que atingiram US$ 14,47 bilhões, em alta de 35,2%. Já a Indústria Extrativa somou US$ 6,34 bilhões, diminuindo 2,4% em relação a março de 2021. “Destaca-se o grande aumento dos preços dos produtos agropecuários, de 33,4%, e da Indústria de Transformação, de 19,3%, que fez com que o total crescesse 17,2%”, pontuou Brandão.

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