Economia
Banco do Cidad�o vai ampliar atendimento
PATRYCIA MONTEIRO Após um ano e meio de existência, o Banco do Cidadão concluiu seu balanço socioeconômico. A partir dele, a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), criada pela Prefeitura de Maceió, em parceria com o governo do Estado, verificou os resultados obtidos e traçou novos planos para este ano. Com 1.424 clientes atendidos, até maio de 2004, e cerca R$ 1,6 milhão somado em operações financeiras, a instituição de microcrédito pretende abrir duas novas unidades bancárias nos municípios de São Miguel dos Campos e Arapiraca e ampliar a capacidade de atendimento na capital. Além disso, o Banco do Cidadão vai começar, dentro de 60 dias, a oferecer capital para os empreendedores de menor poder aquisitivo que desejam abrir novos negócios. Atualmente, só podem contar com o aporte financeiro da instituição sem fins lucrativos os microempresários que já desenvolvem atividade produtiva há pelo menos seis meses. Para dar condições às novas empreitadas, o governo e a Prefeitura de Maceió vão dar uma nova injeção de capital ao banco que, no início das operações, totalizava um aporte tímido de R$ 700 mil. Em breve, o Banco do Cidadão vai receber cerca de R$ 2,1 milhões ? R$ 700 mil da Prefeitura, dos quais R$ 500 mil já estão disponíveis, e R$ 1,4 milhão do governo estadual, advindo do Fundo de Microcrédito (Funcred). Aprovado esta semana pelos deputados estaduais, o projeto de lei do Funcred vai trazer R$ 8,4 milhões em investimentos públicos para microcrédito no Estado. Além do Banco do Cidadão, outras instituições serão contempladas. Segundo Nelson Nascimento, secretário extraordinário de Gestão do Fundo do Microcrédito, um regimento interno traz todos os critérios específicos de seleção das entidades que poderão dispor dos recursos. Mas, genericamente falando, as instituições interessadas precisam ter experiência em ações de geração de renda, idoneidade, reconhecimento junto à comunidade em que atuam e capacidade técnica executiva. Embora venha a triplicar sua capacidade de atendimento com o nova verba, o Banco do Cidadão não quer parar por aí. Segundo Pedro Verdino, coordenador do banco, os governos municipais e estaduais já fizeram a sua parte. Daqui para frente, o Banco do Cidadão vai tentar captar recursos em organismos nacionais e internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Comunidade Européia. Continua da pág. A14 até A20