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JUROS ALTOS E INFLAÇÃO AFETAM SETOR IMOBILIÁRIO EM 2022

Saldanha, da Ademi, conta que esse ano as construtoras estão bem capitalizadas, com obras ainda iniciadas e já vendidas

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Parte alta da capital tem atraído menos compradores, aponta entidade
Parte alta da capital tem atraído menos compradores, aponta entidade -

Os aumentos seguidos da taxa básica de juros, a Selic, que refletem na taxa de juros aplicada ao financiamento imobiliário, aliados aos aumentos dos materiais de construção, a alta inflação e a alta do preço dos combustíveis têm afetado diretamente o mercado imobiliário de Alagoas. A avaliação é do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), Marcelo Saldanha. Segundo ele, todos esses fatores fizeram com que o valor do metro quadrado do imóvel tivesse um aumento considerável trazendo consequências para o mercado imobiliário em 2022. Saldanha conta que esse ano as construtoras estão bem capitalizadas, com obras ainda iniciadas e já vendidas e um grande estoque de terrenos, mas com um pouco de cautela para novos lançamentos. “Os dados de financiamento bancário já apontam um viés de queda para esse ano, assim como as vendas diretas, todos reflexos diretos da alta taxa de juros”. Outro ponto destacado por Saldanha é que a parte alta da cidade tem atraído cada vez menos compradores, por conta, segundo ele, de muitas informações divergentes sobre as áreas afetadas pela subsidência do solo, o que tem sobrecarregado as áreas tradicionais, como Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Stella Maris. O presidente da Ademi diz que novas áreas têm se apresentado como promissoras. Ele cita como exemplo o entorno do Parque Shopping, em Cruz das Almas, que foi, segundo ele, palco de recente sucesso imobiliário com o grande lançamento de um prédio comercial com mais de 500 salas, que se encontra com uma surpreendente evolução de vendas e vários outros empreendimentos em seu entorno. O presidente da Ademi diz que o perfil das famílias também têm mudado. “As famílias estão ficando cada vez menores, não exigindo grandes espaços, mas sim muitas comodidades dentro do empreendimento, como academia e outras soluções voltadas à praticidade”. Saldanha conta que 2021 foi um ano “fora da curva” em termos de vendas e lançamentos. “Somente em recursos da poupança, houve um aumento de 95,6% em relação a 2020 de acordo com a ABECIP. Foram financiadas 4.943 unidades, quando em 2020 foram financiadas 2.526. A valorização média foi de 18,50%, ficando em segundo lugar entre as capitais, perdendo apenas para Vitória”, detalha. Ele diz que vários atrativos favorecem a mídia positiva de Alagoas nas redes sociais, como a melhora significativa nos índices de segurança do estado e a possibilidade de trabalho em home office, porque, segundo ele, as pessoas tendem a sair dos grandes centros urbanos com trânsito caótico e alto custo de vida para cidades menores e mais atrativas. “Pode-se dizer que o setor imobiliário não sentiu os efeitos da pandemia. Ao contrário, ficou mais pujante e ajudou o país a recuperar a sua economia com superávit de vagas no mercado de trabalho e ajuda ao PIB. Com todos esses dados positivos de 2021, Maceió praticamente esgotou o seu estoque de imóveis prontos e aumentou bastante o número de lançamentos”, diz Marcelo Saldanha.

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