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UM TERÇO DOS BARES TRABALHA COM PREJUÍZO

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Embora o movimento tenha melhorado bastante nos últimos meses, o setor ainda enfrenta problemas com as contas desde o início da pandemia
Embora o movimento tenha melhorado bastante nos últimos meses, o setor ainda enfrenta problemas com as contas desde o início da pandemia -

Não é só os lares que a inflação tem afetado. Bares e restaurantes têm enfrentado dificuldades com as consecutivas altas de preço. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel-AL), Eutímio Brandão Júnior, uma pesquisa desenvolvida pela entidade aponta que cerca de um terço dos empresários do setor está trabalhando com prejuízo. “Realmente o setor ainda não conseguiu ajustar suas finanças para ajustar a equação de receitas versus despesas. Boa parte de nossos custos aumentaram demais, vivemos um grande dilema: não há margem para absorver o aumento de custos e os clientes estão mais sensíveis a preços e com novos hábitos de consumo”, explica. Segundo o empresário, os aumentos têm sido em toda cadeia de insumos, e que ocorrem face a problemas nas lavouras os hortifruti. Ele conta que tem aumentos de mais de 50%, como é o caso cenoura). Brandão Júnior elenca ainda alta nos produtos importados e que a oscilação das moedas estrangeiras elevou os preços de vinhos e produtos como salmão, às alturas. Por fim, outro fator elencado por ele é que o aumento do combustível desencadeou aumento em todos os produtos que os empresários do setor utilizam. Sobre os clientes, Brandão Júnior diz que eles têm mudado os hábitos, escolhido menos dias para sair, fazendo refeições mais leves, mas, mesmo assim, continuam encontrando nos bares, lanchonetes e restaurantes seu refúgio para o lazer em família e ponto de encontro com amigos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ((IBGE) no dia 8 mostra uma aceleração de 1,62% em março, a maior variação para o mês desde 1994. O acumulado de 12 meses fechou em 11,62%. A previsão para abril é de 1,73%. De acordo com o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, embora o movimento tenha melhorado bastante nos últimos meses, o setor ainda enfrenta problemas com as contas desde o início da pandemia.

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