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Produ��o de mel em Alagoas vai crescer

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PATRYCIA MONTEIRO Graças a uma nova técnica de manejo de abelhas que veio do Ceará, a produção de mel de Alagoas vai aumentar este ano. Em 2003, os 200 produtores de Estado atingiram a marca de 18 mil quilos de mel. Na próxima safra, que começará em 15 dias, estima-se que só a produção do semi-árido chegue a 40 mil quilos ? segundo dados da Cooperativa dos Produtores de Mel, (Coopmel). Apesar do resultado positivo, os produtores alagoanos consideram sua produção. Sobretudo se comparada a dos grandes produtores nacionais, Piauí, Ceará e Santa Catarina, que em média comercializam 5 milhões de quilos de mel cada. ?Há três anos, tínhamos uma produção um pouco maior do que o Estado do Rio Grande do Norte. Mas, atualmente, fomos ultrapassados tendo em vista os fortes investimentos que o governo do Estado de lá fez no setor?, diz Reginaldo Lira, presidente da Coopmel. Segundo ele, o poder público potiguar elegeu a apicultura como um dos setores que receberiam investimentos e, com isso, 18 casas de mel foram construídas, de acordo com as especificações do Ministério da Agricultura, para incrementar os negócios. Em Alagoas, não há nenhuma casa de mel. No Estado, 90% dos apicultores são pequenos produtores iniciantes. A atividade ganhou impulso há seis anos e apenas 10% dos produtores atingem um patamar de 10 mil quilos de mel por ano. Embora tenham adotado boas práticas produtivas, garantindo a qualidade higiênica, as casas de mel são necessárias para os apicultores porque nelas são feitas o beneficiamento do produto com mais eficiência. ?Ainda fazemos esse trabalho de forma artesanal?, afirma Lira. Para montar uma casa de mel é necessário se investir cerca de R$ 20 mil. Cada uma pode atender até 20 produtores. Assim, em Alagoas, 20 casas de mel atenderiam a demanda atual, totalizando R$ 200 mil em recursos para construí-las. ?Encaminhamos um projeto de modernização da apicultura do Estado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, para criarmos duas casas de mel volantes que se deslocariam de uma região para outra para fazer esse beneficiamento?, conta Reginaldo Lira, mencionando que o projeto foi aprovado e que em 40 dias será liberado, via Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, a primeira parcela de um montante de R$ 422 mil. No próximo sábado, os produtores estarão reunidos em Coruripe para debater as questões do setor. Em pauta, estão a necessidade de aumentar a produção de dois subprodutos da cadeia produtiva do mel: o mel de cana e o própolis vermelho. Recentemente, os apicultores perderam oportunidade de fornecer mel de cana para Souza Cruz que queria colocar o produto na fabricação de cigarros. O própolis vermelho, por sua vez, está na mira da indústria farmacêutica. Pois, sua alta concentração de flavonóides, uma substância antiviral e antibactericida está sendo aplicada na pesquisa de remédios para cura do câncer e da Aids.

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