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FED eleva juros para 1,25% ao ano nos EUA

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O FED (Federal Reserve, o banco central americano) elevou hoje a taxa básica de juros dos Estados Unidos de 1% para 1,25% ao ano. Foi a primeira alta na taxa de juros do banco central americano em quatro. Desde o estouro da bolha de tecnologia no início da década, que afetou o mercado global e reduziu investimentos no setor produtivo, o FED vinha adotando uma política monetária mais relaxada na tentativa de estimular a maior economia do mundo. O ápice dessa estratégia aconteceu em junho de 2003, quando o banco reduziu a taxa básica para 1% ao ano, a menor desde 1958. De lá para cá, a economia americana deu diversos sinais de fortalecimento e, com o reavivamento das pressões inflacionárias, o mercado começou a se preparar para a virada na política de juros nos primeiros meses deste ano. O próprio FED havia divulgado, em comunicado distribuído após sua reunião de maio, que a ?posição acomodativa quanto à política monetária, em conjunto com um robusto crescimento subjacente na produtividade? estava impulsionando a atividade econômica nos EUA. Os últimos dados sobre inflação, no entanto, levaram o FED a elevar os juros - taxas mais altas implicam em crédito mais caro, o que contém o consumo e ajuda a controlar a disparada de preços. O aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do banco ficou em linha com o que esperava o mercado financeiro. Com uma garantia de remuneração maior dos títulos do governo americano - considerados as aplicações financeiras mais seguras do mundo, com risco próximo de zero - os investidores passam a evitar a exposição a riscos maiores, como ações, dívidas públicas e privadas e o câmbio de moedas. O mercado financeiro temia uma alta de 0,50 ponto percentual na taxa de juros em razão da alta de preços porque o consumo, que é o grande motor da economia americana, poderia sofrer uma forte contração, comprometendo a retomada da economia. Os recentes aumentos da inflação nos EUA influenciaram a decisão do banco. O índice de preços ao consumidor de maio subiu 0,6%, maior alta desde janeiro de 2001. Os altos preços do petróleo (que romperam a barreira dos US$ 42 em maio) e o crescimento da demanda estiveram entre os fatores que impulsionaram os preços de energia, que subiram 4,6% em maio. Os preços da gasolina dispararam, com alta de 8,1%. O PIB dos EUA apresentou um crescimento anualizado de 3,9% no primeiro trimestre deste ano. Em maio, o governo divulgou preliminarmente que a economia havia crescido 4,4% nos primeiros três meses do ano. O resultado marca o ritmo mais lento no crescimento econômico americano desde o segundo trimestre do ano passado, quando su-biu 3,1%.

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