Economia
Governo admite rever al�quota da Cofins
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, admitiu que o governo estuda rever a alíquota da Cofins a partir de 2005. A alíquota foi elevada de 3% para 7,6% desde fevereiro passado, quando a cobrança deixou de ser cumulativa sobre todas as etapas da cadeia produtiva. Segundo Berzoini, a alíquota pode ser revista para baixo se for constatado que a mudança gerou aumento de carga tributária. ?O governo vem dizendo que a alíquota da Cofins foi fixada nesse percentual a partir de estudos tributários e que poderia rever a alíquota. Não existe qualquer força do governo que queira aumento de carga tributária?, disse. Berzoini afirmou que qualquer alteração na Cofins está condicionada à avaliação de ?uma série histórica que permita ter convicção de que a alíquota está defasada, para mais ou para menos?. ?Qualquer mudança precisa da avaliação de um período histórico maior.? Antes dele, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, também havia informado que o governo pretende corrigir eventuais distorções criadas pela nova cobrança da Cofins no próximo ano. Estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que a nova Cofins vai gerar uma receita adicional para os cofres públicos de R$ 13 bilhões em 2004. ?O Ministério da Fazenda se equivocou quando informou que a mudança na cobrança da Cofins não provocaria aumento da carga tributária?, disse o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral. A arrecadação federal atingiu R$ 24,579 bilhões em maio, um aumento de 5,32% em relação ao mesmo mês de 2003. Foi a maior arrecadação registrada nos meses de maio.