loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Bicombust�vel incrementa as vendas de �lcool

Ouvir
Compartilhar

PATRYCIA MONTEIRO Há seis anos, o país era importador de álcool. Ano passado, a produção brasileira atingiu o patamar de 1,5 bilhão de litros comercializados no exterior ? dos quais 30% foram de origem alagoana. Embora ainda não domine a pauta de exportações do setor sucroalcooleiro do Estado, há grandes possibilidades de o álcool reverter ou equilibrar a sua posição na balança comercial de Alagoas. É que depois de um período de incertezas por parte do consumidor brasileiro, que verificou oscilações da oferta e nos preços do álcool combustível, o produto tem na atualidade a vantagem da regularidade no abastecimento do mercado interno e nos valores. ?Enquanto o preço do álcool estiver 70% mais barato do que o da gasolina, o produto deve ser mais consumido daqui para frente?, diz José Carlos Maranhão, líder do Grupo Santo Antônio. Outra tendência positiva para o setor, segundo Maranhão, vem da entrada no mercado dos veículos bicombustíveis, movidos tanto a álcool quanto a gasolina. ?Com a liberdade de poder escolher entre um combustível e outro, o consumidor sempre vai preferir o de menor preço?, aposta Maranhão, com uma crença respaldada pelos números. Desde que foram lançados no Brasil em março de 2003, os modelos bicombustíveis (também chamados de flex fuel) vêm conquistando consumidores. Ano passado, a participação desses veículos no mercado atingiu 4%. Vale ressaltar que os veículos movidos apenas a álcool têm 3% de participação no mercado brasileiro. Bicombustíveis Em janeiro deste ano, os modelos flex fuel abocanharam 14,4% das fatias de vendas dos carros zero. ?E demostram estar em plena ascensão, detendo 30% do mercado atual?, afirma José Carlos Maranhão. ?A tendência é esses veículos substituírem completamente os monocombustíveis?, diz. E as montadoras brasileiras parecem ter a mesma crença. Em 2003, a Volkswagen lançou o primeiro carro flex fuel no Brasil. Foi o modelo Gol Total Flex. Desde então, a multinacional alemã vem incrementando sua linha de produção com novos modelos e já tem com motores bicombustíveis mais três tipos de modelos no mercado: Parati, Saveiro e Fox. E prometeu o lançamento de mais dois ? Polo e Golf. Seguindo os passos da Volkswagen, as concorrentes General Motors e Fiat também dispõem de seus modelos flex fuel no mercado. A GM tem o Corsa Sedan 1.8 Flexpower, o Montana e o Deriva. A montadora italiana, por sua vez, tem o Palio Fire Flex. A Ford prometeu seu lançamento para este ano ainda. Mas, embora tenha tido lançado recentemente, o estudo da tecnologia já estava na prancheta dos engenheiros há quase uma década. O incentivo para a produção veio em 2002, quando o governo brasileiro concedeu o mesmo benefício tributário dado à produção de veículos a álcool. Contempladas com dois pontos de isenção no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as montadoras se sentiram entusiasmadas a tirar o projeto do papel. Para as empresas fabricantes de carros os custos de produção tendem a se equilibrar, já que a adesão dos consumidores compensa o investimento inicial. ?Existe quase um consenso entre os executivos das montadoras hoje de que os carros monocombustíveis caminhem para a extinção?, afirma Maranhão. ?Pois além da liberdade oferecida ao consumidor, que vai optar pelo combustível mais barato, há ainda outra vantagem dos novos veículos: eles contribuem para a preservação do meio ambiente?, explica Maranhão. De fato, segundo a opinião de técnicos e ecologistas, qualquer porção de combustível mais limpo reduz os efeitos da emissão de gases poluentes emitidos na atmosfera com a queima da gasolina.

Relacionadas