loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Capitalizadas, ind�strias v�o buscar lucro fora de Alagoas

Ouvir
Compartilhar

PATRYCIA MONTEIRO Ao setor de cana-de-açúcar não interessa mais expandir horizontalmente, como nos anos 60 e 70, em direção a terras ocupadas pelas matas ou outras culturas. Mas, verticalmente, com a intensificação do capital, utilizando mais tecnologias industriais, novos métodos de produção, novas variedades vegetais e irrigação. A produtividade agrícola e o rendimento industrial aumentaram tanto na agroindústria canavieira alagoana que, de 1986 para 2004, a produção de açúcar duplicou e a de álcool manteve-se no mesmo patamar, apesar de ter diminuído a área plantada em um terço (220 mil hectares) e a produção de cana ter baixado em 20%, de 30 milhões para 24 milhões de toneladas. ?A exportação de capital, traduzida pela ampliação em outros estados, é outro dado positivo, no sentido estritamente empresarial. Somente exporta capital e tecnologia quem está capitalizado e bem estruturado. Pelo viés econômico, mobilidade do capital e investimento em outras regiões são fenômenos naturais?, afirma Cícero Péricles, professor de Economia da Ufal, referindo-se à expansão do setor sucroalcooleiro de Alagoas para outras regiões do Brasil. ?É um processo que também acontece com o setor pernambucano, ainda que este tenha outras características diferenciadas do alagoano. O fato de os empresários do setor sucro-alcooleiro não encontrarem empreendimentos atrativos, remuneradores, no território alagoano, é uma questão que os planejadores da economia e as instituições responsáveis pelo desenvolvimento regional devem responder?, provoca. As empresas alagoanas vêm ampliando sua presença no Sudeste e Centro-Oeste. Os grandes grupos locais ? Carlos Lyra, João Lyra e Tércio Wanderley ? estabeleceram-se em Minas Gerais, por exemplo. Essa expansão se deu por várias razões. ?A limitação física do território nordestino e alagoano ? com seus 450 mil hectares plantados de cana ? inibe investimentos numa região sem muitas áreas disponíveis para um setor em franca expansão. A saída foi produzir fora das fronteiras do estado?, diz Péricles.

Relacionadas