Economia
Reaquecimentoda ind�stria anima BNDES
O reaquecimento da indústria, traduzido pelo incremento de 7,8% na produção de maio, anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), poderá determinar maior demanda por recursos. A opinião é do superintendente de Planejamento do BNDES, Maurício Piccinini. Ele garantiu que o banco está preparado para atender a essa maior demanda do setor produtivo. ?O banco tem total interesse de financiar o investimento produtivo, o investimento em modernização, ampliação?, afirmou. De acordo com Piccinini, embora as consultas para novos financiamentos estejam com um número bom no primeiro semestre deste ano, da ordem de R$ 38,9 bilhões, superior em 144% a igual período do ano passado, o banco tem observado que as cartas-consulta do setor industrial não têm chegado à proporção esperada. Existem alguns grandes projetos em análise para a indústria, nos setores siderúrgico e de papel e celulose, por exemplo, mas no cômputo geral a constatação é de que os industriais ainda não retornaram ao banco com disposição. Agronegócio O BNDES tem registrado muitos investimentos nos setores exportadores e em operações indiretas para aquisição de máquinas e equipamentos, nas quais o aumento nos desembolsos no semestre foi de 429%. ?Boa parcela dos recursos se destinou ao agronegócio?, disse Piccinini. No primeiro semestre, os desembolsos do BNDES somaram cerca de R$ 16,2 bilhões. Segundo Piccinini, somado aos recursos extraordinários do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para programas específicos, esse montante se eleva para R$ 18,2 bilhões, o que representa 38% do orçamento de R$ 47,3 bilhões previsto para este ano. A média de crescimento anual dos desembolsos tem sido de 37%. O superintendente de planejamento lembrou que, apesar de bom, o desempenho do semestre tem uma base de comparação com o primeiro semestre de 2003 ainda fraca. ?A melhoria no ano passado teve início somente em outubro? , informou Piccinini.