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Mercado quer m�o-de-obra mais qualificada

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PATRYCIA MONTEIRO Ontem foi o último dia de trabalho de Corintho Campelo da Paz à frente da Secretaria Executiva de Economia Solidária, Trabalho e Renda do Estado de Alagoas. Em função das novas alianças traçadas para as próximas eleições municipais ele foi substituído por José Klinger Teixeira. Entretanto, antes de deixar o cargo que ocupou por 1 ano e meio, Campelo publicou um livro sobre o mercado de trabalho de Alagoas, que foi distribuído gratuitamente. ?Estudos de Mercado de Trabalho como Subsídios para a Reforma da Educação Profissional no Estado de Alagoas? tem como eixo central a idéia indicada no próprio título. Ele faz uma mapeamento das atividades econômicas do Estado e identifica algumas dificuldades encontradas na realidade alagoana que interferem negativamente no desenvolvimento econômico: a pouca escolaridade e preparação profissional da mão-de-obra local. Tendo como base dados da pesquisa da Atividade Econômica Regional, realizada pelo Ministério da Educação com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e também do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o levantamento mostra que em Alagoas a maioria da população economicamente ativa é formada por trabalhadores braçais e os de menor qualificação ? 66%. Os trabalhadores semi-qualificados somam 21%; os qualificados correspondem a 10%; técnicos de nível médio 3,6% e de nível superior 0,6%. Em outros estados, o contingente de mão-de-obra semi-qualificada é maior do que a de sem qualificação alguma. No segmento industrial, por exemplo, há ofertas de vagas que dificilmente conseguem ser preenchidas no Estado por falta de mão-de-obra mais qualificada. Entre essas funções estão as de torneiro mecânico, retificador e programador de computador. ?Do ponto de vista das carências identificadas pelas empresas, a dificuldade de expressão e comunicação verbal e a falta de habilidade para lidar com clientes foram os fatores mais apontados como prejudiciais ao desempenho profissional dos trabalhadores alagoanos?, diz Campelo, como se estivesse fazendo um balanço da sua gestão. O ex-secretário também observa que o setor que mais gera empregos no Estado, o da agroindústria canavieira, está mecanizando seus processos produtivos como o de colheita, por exemplo ? o que tende a extinguir alguns postos de trabalho em um futuro próximo. Diante do panorama desfavorável para Alagoas, Campelo aposta no incentivo de atividades de auto-emprego. ?Mais do que nunca o Estado deve estimular políticas públicas, como o microcrédito, para fazer com que a maior parte dessa mão-de-obra pouco qualificada possa tocar seus pequenos negócios?, afirma, mencionando que com estas atividades é possível gerar renda e criar um mercado interno mais consistente. Por outro lado, Campelo ressalta que também é importante oferecer treinamento e cursos profissionalizantes que estejam em sintonia com as demandas do mercado.

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