Economia
Sebrae lan�a projeto de arranjos produtivos
PATRYCIA MONTEIRO O governo do Estado, em parceria com o Sebrae, lançou ontem o Programa de Arranjos Produtivos Locais (APL) de Alagoas, que vai definir as estratégias de ações visando à geração de ocupação e renda tendo como foco os micros e pequenos negócios. O programa terá coordenação estadual formada pela Secretaria do Planejamento e o Sebrae. Cada APL terá um gestor local que vai articular a rede de parceiros e empreendedores. Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas e produtores localizados em um mesmo território que apresentam afinidade produtiva. As maiores vantagens dos APLs é o aumento da interação entre os empreendedores, que podem se organizar para captar mais investimentos, trazer inovação tecnológica e aumentar o dinamismo empresarial de uma região. O projeto envolve o estudo de viabilidade de atividades econômicas em 60% dos municípios alagoanos, beneficiando 27 mil pequenos produtores. Até o final de julho será concluído o estudo inicial e em agosto os parceiros realizarão rodadas de negócios. Na primeira etapa, que vai até o ano que vem, dez arranjos produtivos serão contemplados. No agreste alagoano há os APLs da mandioca e de movelaria. No Sertão serão fomentados os arranjos de laticínios, apicultura e ovinocaprinocultura. No Delta do São Francisco se dará apoio à atividade da piscicultura e em Maceió serão incentivados dois APLs nas áreas de serviço, um de Tecnologia da Informação e um pólo de Cultura no Jaraguá. Na área turística, dois arranjos produtivos prometem incrementar as atividades turísticas do Estado, são os projetos para o Litoral Norte e o de turismo nas lagoas. Quem está à frente do de-senvolvimento destes projetos turísticos é o consultor capixaba Mário Petrocchi - que já foi secretário de Turismo do Espírito Santo. Segundo Petrocchi, embora o número de turistas tenha crescido no período entre 1998 e 2001 ? que subiu de 38 milhões para 41 milhões ? o desempenho do Nordeste e de Alagoas não correspondeu a este crescimento, pois o fluxo turístico diminuiu nestes anos. ?Em 1998, a região nordestina tinha 32% de participação no mercado turístico. Em 2001, decresceu e ficou com 29%?, afirma. De acordo com Petrocchi, a recessão fez com que os turistas do Sudeste, que antes incluíam o Nordeste no roteiro de férias, preferissem se restringir às viagens pelos estados vizinhos, por isso o turismo no próprio Sudeste passou a deter 44% de participação no mercado em 2001. Para incrementar os negócios turísticos de Alagoas, Petrocchi sugere uma mudança de foco estratégico do Estado. ?Alagoas deve investir pesado em divulgação e criação de pacotes turísticos nos estados de Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Bahia que é de onde vem o maior número de turistas que visitam o Estado?. Como estes estados também têm belas praias, Petrocchi acredita que Alagoas precisa ressaltar diferenciais encontrados em regiões históricas e nas lagoas para aumentar o seu poder de fogo.