Economia
Ind�stria faz maior contrata��o em meses
A indústria brasileira voltou a contratar em maio. Após ter cortado 0,5% das vagas em abril, o setor fechou o mês de maio com alta de 1% nos postos de trabalho em relação ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior crescimento percentual do emprego desde setembro de 2002. Para o técnico da área de indústria do IBGE, André Macedo, a melhora no emprego reflete a expansão da atividade do setor. ?A recuperação da produção está rebatendo no emprego, embora o crescimento dos postos de trabalho se dê de forma mais tímida e defasada?, afirmou. Segundo ele, o aumento de empregos está relacionado aos setores que vêm puxando a produção, ligados às exportações e ao agronegócio. A produção industrial subiu 2,2% em maio em relação a abril. O nível de emprego na indústria também cresceu quando se compara com maio do ano passado (0,9%). Foi o primeiro resultado positivo desde março de 2003 nesse tipo de comparação. Os ramos que causaram maior influência para o aumento das contratações foram os de máquinas e equipamentos (12,5%) e de alimentos e bebidas (2,6%). Já o setor de vestuário foi o que teve a maior influência para o recuo do nível de emprego. O segmento cortou 8,8% de suas vagas em maio na comparação com abril. Outro dado que mostrou a reação do mercado de trabalho na indústria foi o de total de horas pagas, cujo crescimento foi de 0,3% na comparação com abril. Os resultados positivos em maio, entretanto, não foram suficientes para reverter a perda de postos de trabalho verificada neste ano. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2004, a indústria ainda registra um número de vagas 0,3% inferior ao apurado em igual período de 2003. A renda média recebida pelos empregados da indústria subiu 6,3% em maio em relação a maio do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, a renda média aumentou 9,2% em relação a igual período do ano anterior. Os maiores impactos para o aumento da renda em maio vieram das indústrias de São Paulo e Minas Gerais. Nesses estados, a folha de pagamentos cresceu 8,6% e 12,5%, respectivamente. Em São Paulo, o aumento da renda foi puxado pelo setor de máquinas e equipamentos e, em Minas, pelo setor de produtos químicos.