Economia
C-Bond � negociado em alta e risco-Brasil cai
A onda de otimismo que tomou conta dos principais mercados atingiu os títulos da dívida externa brasileira. A inflação sob controle nos EUA garantiu o interesse dos investidores por papéis de países emergentes. Ontem, o C-Bond era negociado em alta de 1,26%, aos 94,875% do seu valor de face. O Global 40 avançava 2,17%, para 98,750% do seu valor de face. Com isso, o risco-Brasil, indicador da confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira, recuava 4,61%, para 579 pontos. Este é o melhor patamar desde o dia 14 de abril. A queda no núcleo do índice de preços ao consumidor norte-americano, que exclui alimentos e energia, de 0,2% para 0,1% em junho confirmou as expectativas de que o aumento dos juros nos EUA deverá ser feito de forma gradual. Ontem, a queda de 0,3% dos preços no atacado surpreendeu investidores. Analistas estimavam uma alta de 0,2% em junho. A queda representou o maior declínio do índice nos últimos 12 meses. Para o estrategista da Global Invest Asset Management, Paulo Gomes, os resultados indicam que as pressões inflacionárias deverão permanecer lentas nos próximos meses. ?O Fed deverá ser bem cauteloso no aumento dos juros?, diz. Desde que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) elevou a taxa de juros para 1,25% ao ano em junho, o mercado tem apostado que os índices de inflação e os dados sobre o mercado de trabalho não justificariam aumentos radicais dos juros nos próximos meses. Com o risco-país em queda crescem os rumores de novas captações. Analistas destacam que o atual período de férias nos EUA poderia diminuir as oportunidades de negócios no curto prazo. O banco Prosper está prestes a concluir uma emissão de US$ 10 milhões em títulos com vencimento em um ano. A operação faz parte de um programa de captação de US$ 50 milhões que será desenvolvido nos próximos cinco anos. A operação deve ser fechada até a próxima terça-feira. Analistas destacam, ainda, que o momento deve se tornar favorável para o país voltar a emitir títulos. O Brasil ainda precisa captar US$ 1 bilhão para cumprir a meta de US$ 5,5 bilhões prevista para este ano.