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D�lar fecha a R$ 3,002 e tem a menor cota��o desde maio

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O acúmulo de notícias positivas sobre a economia brasileira levou o dólar para o menor nível desde o dia 6 de maio. Aumento da produção industrial, recuperação do mercado de trabalho e reação do comércio varejista foram apenas alguns dos fatores que trouxeram o otimismo de volta ao mercado de câmbio. A moeda americana fechou em baixa de 0,49%, a R$ 3,002. Na mínima do dia, a moeda chegou a bater R$ 2,997. No mês, o dólar acumula queda de 2,76%. Além do noticiário local, a tendência vendedora no mercado de câmbio ganhou fôlego com a perspectiva de uma recuperação lenta da economia norte-americana. A onda de otimismo levou o mercado a rever projeções. Apesar do receio de que a ação de importadores faça o dólar voltar a subir, analistas passaram a afirmar que a tendência de queda deve prevalecer. Para o analista de câmbio da corretora Didier Levy, Júlio César Vogeler, se o dólar permanecer abaixo de R$ 3 nos próximos dias, o Banco Central (BC) deve voltar a comprar dólares. Desde o dia 5 de fevereiro, o BC não promove leilões para a compra de divisas. ?Se a moeda recuar ainda mais, o BC terá uma boa oportunidade para recompor as reservas?, diz. O dólar permaneceu acima de R$ 3 em boa parte do segundo trimestre devido à expectativa de aumento dos juros nos EUA. Analistas temiam que o fluxo de recursos para os países emergentes registrasse uma queda expressiva e, com isso, os indicadores econômicos antecipadamente deram sinais de deterioração: o dólar chegou a R$ 3,15 e o risco-Brasil aos 800 pontos. Juros americanos Desde que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) elevou a taxa de juros para 1,25% ao ano em junho, o mercado tem apostado que os índices de inflação e os dados sobre o mercado de trabalho não têm justificado aumentos radicais de juros. A inflação ao consumidor, divulgada ontem, veio em linha com as expectativas. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, recuou para 0,1%, ante uma alta de 0,2% em maio. Além da expectativa positiva com os EUA, os recordes da balança comercial, o superávit nas contas externas e a melhora dos indicadores da economia brasileira criaram uma onda de otimismo no mercado. Em julho, a balança comercial registra superávit de US$ 773 milhões. No acumulado do ano, o saldo positivo é de US$ 16 bilhões, o que representa um aumento de 44,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Outro destaque positivo foi a divulgação, pelo IBGE de que a produção industrial cresceu em todo o país e que as vendas ao varejo tiveram aumento de 10,01%. Até mesmo o mercado de trabalho, segmento que costuma demorar mais a refletir melhora no quadro econômico, deu sinais de recuperação.

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