Economia
Governo prop�e concess�o de estradas em AL
PATRYCIA MONTEIRO Entre as estratégias de desenvolvimento econômico e oportunidades de negócios elencadas pelo governo do Estado, em seu plano de gestão, há uma proposta de concessão de rodovias estaduais. São elas os trechos do Litoral Norte, do Litoral Sul e da AL- 220. A primeira estrada colocada à disposição para uma Parceria Público-Privada (PPP) é a rodovia que liga o Estado de Alagoas a Pernambuco pela costa litorânea, a segunda vai em direção ao Estado de Sergipe, mas se encerra no município de Penedo. A terceira estrada, que passa pelo interior alagoano começa em Barra de São Miguel e cruza Arapiraca. Os projetos de privatização das rodovias foram lançados este ano e visam elevar a qualidade das vias de tráfego mais movimentadas do Estado. A manutenção, a recuperação e a expansão das rodovias podem ser custeadas com o capital privado dos potenciais investidores. Na proposta elaborada pela Célula de Desenvolvimento Econômico do Estado, liderada pelo secretário Arnóbio Cavalcanti, prevê-se um investimento total de R$ 780 milhões envolvendo obras de recapeamento, pavimentação e duplicação dos trechos rodoviários. Segundo Arnóbio Cavalcanti, o Estado está em busca de parceiros na iniciativa privada para tocar o projeto elaborado com a consultoria da Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná, de São Paulo. Entretanto, nenhuma empresa fechou negócio ainda. ?Estamos com um escritório em Portugal que está tentando atrair o interesse de parceiros europeus?, afirma Cavalcanti. Como fatores competitivos, a proposta do governo do Estado destaca o crescimento do turismo em Alagoas, os novos investimentos que serão realizados no Estado e o desenvolvimento econômico regional. Os incentivos, segundo o projeto, serão negociados conforme negociação direta com o governo de Alagoas e o financiamento pode ser obtido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em todos os trechos rodoviários se destacam, como benefícios ao investidor, as perspectivas favoráveis de crescimento do fluxo viário, os trechos relativamente curtos ligando os pólos turísticos de Alagoas e os próprios atrativos turísticos ao longo das rodovias, que podem ser explorados pela iniciativa privada. O cronograma das obras seria determinado pelo programa adotado pela concessão, mas, de acordo com o projeto, o processo teria potencial para ser implantado no curto ou médio prazo. O período de concessão pode durar até 25 anos e ser passível de renovação. A GAZETA submeteu o projeto à análise de três reconhecidos engenheiros especialistas em estradas para verificar a viabilidade do projeto: Edinaldo Afonso Marques de Melo, consultor de rodovias e estradas; Vinícius Maia Nobre, professor da Universidade Federal de Alagoas e ex-secretário de Transportes do Estado; e Arnaldo Lisboa Martins, consultor. A seguir, o leitor acompanhará a análise feita pelo grupo. (Leia mais até a página A17)