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Governo espera criar 1,8 milh�o de empregos

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O mercado de trabalho gerou 1,034 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Foi o maior saldo de criação de vagas formais desde 1992, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Desse total, 207.895 empregos foram abertos em junho - também foi o maior saldo para o mês desde 1992. O resultado do mês passado foi beneficiado pelo desempenho das atividades ligadas ao comércio e pelo reaquecimento da demanda interna. Em junho, houve saldo positivo de geração de empregos em todos os setores, com exceção do ensino (0,15%). ?O desempenho de junho foi muito positivo. Ficou acima das nossas perspectivas?, disse o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. Por conta desse desempenho, o Ministério do Trabalho revisou para cima a estimativa de saldo de geração de empregos formais para 2004. Em vez de 1,3 milhão de vagas, o ministério agora prevê fechar o ano com a criação de 1,8 milhão de vagas. Ou seja, um aumento de 500 mil postos em relação à projeção inicial. Segundo Berzoini, a trajetória de geração de empregos formais de janeiro a junho deve se manter no segundo semestre do ano. No entanto, o ministro não se compromete mais com a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de criar 10 milhões de empregos formais em seu mandato. ?Queremos criar o máximo de empregos possíveis. O máximo para reduzir a informalidade. E queremos emprego de qualidade, com carteira assinada?, disse o ministro. Crítica Berzoini também criticou a política cambial do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, a ?política cambial equivocada? de FHC ?dizimou milhares de empregos no país?. ?Se verificarmos alguns anos do governo passado, vamos encontrar um saldo anual [de geração de empregos] negativo, principalmente de 95 a 98, quando tivemos uma política cambial equivocada que dizimou milhares de empregos no Brasil?, disse ele, logo após anunciar os resultados semestrais do Caged.

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