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Finan�as ajudam na conquista de t�tulos

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PATRYCIA MONTEIRO Em um cenário formado por clubes com dívidas que somam R$ 363,7 milhões no Brasil, o Corinthians Alagoano não tem do que reclamar. Graças a contratos realizados com jogadores tanto no Brasil como no exterior, o time pode ampliar a própria infra-estrutura e capacidade de investimento. ?A maior parte da receita do Corinthians atualmente vem da intermediação de contratos de jogadores no exterior?, diz Rafael Plastina. De acordo com o consultor em marketing esportivo, os clubes de futebol encontram três frentes de negócios para gerar receita. A primeira delas vem dos direitos de transmissão das partidas pelo rádio e TV. Outra grande linha de negócio vem do licenciamento de produtos com a marca dos times, além da participação nas cotas de patrocínio de camisas, por exemplo. Isso sem mencionar a participação na bilheteria dos estádios. ?Embora a maior participação no faturamento do Corinthians venha da comercialização dos craques, isso não significa que a receita deles em outras linhas de negócios seja zero?, alerta. Do Corinthians já despontaram vários craques. Tantos que a executiva Karina Padilha já perdeu até as contas. Mas da categoria de base do time saíram o zagueiro Pepe, que atualmente está atuando no Marítimo da Madeira de Portugal, e o atacante Deco, que ajudou Felipe Scolari a conquistar o vice-campeonato na Eurocopa. Graças aos trabalho de relações internacionais de Karina Padilha, o clube alagoano também exportou Marcelinho Paraíba para o Herta de Berlim, o Duda para o Boa Vista de Portugal, o jogador Anderson para o Alverca de Portugal, o Calisto para o Ruby Kasan da Rússia, entre outros. Bailarina, Karina morou nove anos na Europa e circulou pelos quatro cantos do planeta com uma companhia de dança. Esta experiência de vida trouxe o respaldo junto a agentes internacionais de cultura e, mais recentemente, os agentes esportivos. De volta ao Brasil, Karina deu seus primeiros passos como empreendedora quando abriu uma casa de shows chamada Sururu de Capote, no Jaraguá, voltada para o público de turistas. Em 2002, Karina fechou as portas do negócio, mas manteve o grupo de danças que se apresentava no antigo estabelecimento que permaneceu fazendo apresentações pelo mundo a fora. Nesta época, surgiu o convite para capitanear os negócios internacionais do Corinthians. ?Devo confessar que, inicialmente, a proposta não me interessou. Afinal, como a maior parte das mulheres, eu não tinha nenhuma afinidade com o futebol. Meu negócio era arte?, afirma com franqueza. Entretanto, Karina aceitou o desafio e entrou para o time do Corinthians. Nele, ela descobriu uma nova paixão. ?Antes, assistia às partidas de futebol nas quartas e nos fins de semana apenas por obrigação profissional. Hoje, estes são programas que acompanho com grande prazer?, diz Com grande familiaridade, Karina Padilha discorre sobre os temas relacionados à paixão nacional, mostrando que atualmente domina o tema também do ponto de vista teórico. E, quase como uma técnica, ela aposta no sucesso futuro de seu time. ?Nunca demos passos maiores do que as pernas?, diz. ?Recentemente, fizemos a aquisição de holofotes para o nosso estádio, mas não sem antes cobrirmos os prejuízos que tivemos com as chuvas de maio?, conta. Na sua opinião, a austeridade financeira do bastidores tem dado bons resultados nos gramados. ?O Corinthians tem grande potencial de crescer na conquista de títulos nacionais?, afirma Marcelo Migueres, pesquisador de futebol, autor do livro Grandes Clubes Brasileiros. ?A falta de dinheiro prejudica o desempenho do time em campo. Afinal, sem recursos, os clubes tendem a cortar despesas que atingem as condições de trabalho dos jogadores ? isso quando não deixam de efetuar o pagamento deles?, conta. Sem os incentivos financeiros e técnicos, os jogadores perdem o estímulo e rendem menos do que poderiam. ?Sem dúvidas, que o capital de que dispõe o Corinthians fez a diferença no seu desenvolvimento, que resultou na conquista do campeonato alagoano deste ano?, analisa.

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